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Sá Róris



O multiartista Sá Róris, nasceu em Curuçã, cidade do interior da Bahia. Ilustrou e redigiu para o mítico jornal Fôia dos Rocero, mas se destacou mesmo na música. Compositor de valsas, sambas e músicas para o carnaval, teve suas composições gravadas por artistas como Carmen Miranda, Dircinha Batista, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, entre tantos outros.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Antonio Manoel do Espírito Santo




Representante da música instrumental da Bahia, Antonio Manoel de Castro é responsável por um dos maiores sucessos instrumentais dessa época a "Canção do Marinheiro" também conhecida como "Cisne Branco". Nascido na cidade de Maragogipe, conhecida pelo tradicional carnaval de máscaras, compôs sua primeira canção aos 15 anos e demonstrou que levava jeito para a música.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Duque - Antonio Lopes de Amorim Diniz


Cartaz de uma de suas apresentações pelo mundo

Antonio Lopes de Amorim Diniz, mais conhecido como Duque do Maxixe era Dentista, mas o que lhe rendeu fama mesmo foi o talento artístico. Ator, dançarino magnífico e cantor expandiu sua fama pelo mundo. Foi um dos primeiros a gravar no moderno sistema de som da Odeon.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Artur Castro Budd


Artur Castro Budd

Artur Castro Budd foi interprete de destaque da música popular brasileira, na década de 1910. Conquistou fãs dentro e fora do país, apresentando-se como interprete, mas também fez carreira como ator de teatro musicado. Motivado a apresentar um trabalho de qualidade cravou seu nome na história da música popular da Bahia!

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Baiano




Não dá para negar que a cidade de Santo Amaro da Purificação é um berço de grandes artistas. Entre os ilustres filhos da terra, está o cantor Baiano. Batizado como Manuel Pedro dos Santos, Baiano destacou-se por diversas questões. Entre os motivos que destacaram Baiano, está o fato de ter sido o primeiro cantor, de que se tem notícia, a gravar uma música em disco. É também detentor de outro título, o de ter sido o primeiro cantor a gravar um samba, "Pelo Telefone", do compositor Donga.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia, 2018.

Tia Ciata



   A santoamarense Hilária Batista de Almeida ou, simplesmente, Tia Ciata, sem dúvida alguma, configurou-se como importante figura na propagação da cultura baiana para o Sudeste brasileiro. Guarda junto à fama de excelente quituteira, a importante consideração de ter sido também a responsável por levar o samba, sonoridade criada na Bahia, para fora do Estado. As rodas de samba realizadas em sua casa, assim como a acolhida à músicos em início de carreira e alguns bambas veteranos cariocas, marcou a expansão e consolidação definitiva do samba como original gênero musical brasileiro.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia, 2018

História da música popular da Bahia é contada em livro



Obra faz levantamento de importantes nomes que fazem e fizeram parte da construção da MPB da Bahia



   No ano de 2003 fomos surpreendidos com a publicação da obra O Livro de Ouro da Música Popular Brasileira, de Ricardo Cravo Albin. Nessa publicação o autor apresenta uma pesquisa que remonta, de maneira heroica, grande parte da história da música popular brasileira. Outro grande nome dedicado ao tema é José Ramos Tinhorão, um dos maiores nomes da história quando se fala em música popular brasileira. Inspirado pelo trabalho desses dois pesquisadores, um outro Ricardo oferece suas modestas contribuições, porém, no remonte da história da música popular da Bahia. Foi publicado hoje (23/04/2018), Dia Internacional do Livro, a obra Guia da Música Popular da Bahia, do pesquisador independente Zé Ricardo Machado.

   Foi em 2011, pouco antes da conclusão da sua graduação em Comunicação Social/ Jornalismo que surgiu a ideia de escrever sobre o tema, porém a pesquisa só teve início efetivamente no ano seguinte. Dedicando grande parte do seu tempo no levantamento de informações para montar parte do que ele chama de “quebra-cabeças historiográfico da MPB baiana”, Zé Ricardo Machado conta que conseguiu reunir cerca de 500 referências (a partir do século XVII) entre músicos, intérpretes, locais e movimentos musicais que fazem parte da história da MPB baiana.

   Para o autor a parte mais difícil foi a falta de algum “sistema” ou dispositivo onde se pudesse encontrar pelo menos o básico sobre esses nomes. Através de entrevistas, diálogos e do contato com discos, filmes, reportagens para TV, livros, artigos e matérias de jornais e revistas, Zé Ricardo Machado consegue guiar o leitor, quase que cronologicamente, pela história que remonta um importante aspecto da cultura baiana, a música. Por outro lado, o Guia da Música Popular da Bahia pode ser considerado o pontapé inicial para o desenvolvimento de outros projetos similares.

   O objetivo de Zé Ricardo é possibilitar que pesquisadores e curiosos possam conhecer um pouco mais sobre as consideráveis figuras, sejam elas conhecidas ou não, que compõem a história musical da Bahia e que colaboraram ou colaboram para a manutenção e renovação desse importante bem imaterial. A versão impressa do Guia da Música Popular da Bahia (Brasil, idioma português, 302 páginas) está inicialmente disponível pelo site americano da Amazon (www.amazon.com), com distribuição para Brasil, Estados Unidos e alguns países da Europa.

Serviço:
O que: Guia da Música Popular da Bahia
Autor: Zé Ricardo Machado
Onde encontrar: www.amazon.com
Preço: $11,00

André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)

por Ricardo Machado

André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)



Escutar André L.R. Mendes é sempre uma experiência incrível. O primeiro contato com o trabalho do músico, foi com SurfBudismo (2014). A partir daí, curioso em conhecer mais da sonoridade deste artista, fui fazendo uma viagem cronológica em seus trabalhos, que começou com Maria Bacana (1997). Navegando pelos mares e oceanos musicais do André, fiquei encantado com os tesouros que descobri.

Descobri André L. R. Mendes em 2014, enquanto pesquisava para o Guia de Música Popular da Bahia (a ser publicado em outubro de 2016). Na ocasião, li uma matéria do Jornal A Tarde sobre o lançamento de seu novo disco. Fiquei realmente feliz com tudo o que encontrei: um músico ousado em suas atitudes e em sua sonoridade ímpar - sim, o som é inconfundível! Em 2015, com Arquipélago, André mexe com as estruturas da produção musical baiana mostrando que é possível oferecer algo de qualidade cobrando pouco (acho que até "pouco demais").

Hoje, três anos após minha primeira experiencia e depois de me emocionar ouvindo "Casas" (2015), sou presenteado com uma nova aventura conduzida por André. Em Todas as Cores, o músico e produtor continua a nos conduzir por novos caminhos, novos oceanos. Os temas "marítimos", presentes desde 2011, ainda aparecem, mesmo que pouco, porém, a genialidade de André está lá; sua sonoridade distinta também está lá. Somam-se agora o desejo de transmitir uma mensagem ainda mais positiva e um trabalho com ainda mais qualidade.

"Vida" abre o novo disco e sugere uma reflexão sobre as questões comuns do dia a dia e também dos nossos relacionamentos. "Amsterdã", a minha favorita, trata das nossas dualidades, desejos e inconformismos. Em "Naufrágios", André mostra maturidade na letra e nos vocais e a "experiência que o tempo nos dá". No caso do músico, o tempo tem lhe trazido também sabedoria e maturidade profissional. "Naturalmente" talvez seja a música mais tocante do disco - por favor, não peçam para explicar porquê! Apesar de destacar estas quatro canções, é impossível selecionar algumas faixas apenas, o álbum é incrível e tão bom de ouvir que o desejo é de repetir novamente e novamente e novamente...

A inovação musical proposta por André L. R. Mendes se estendeu à produção e, agora, ele dá mais um passo. A forma de distribuição do trabalho continua independente, assim como nos álbuns anteriores, porém, ele não depende de nenhuma plataforma de música digital pra isso. Ineditamente, André conseguiu, junto à diretoria do Mercado Livre, a possibilidade de vender pelo site o download de seu trabalho. Assim, aos 40 anos, comemorados no último dia 15 de julho, nosso aventureiro abre mais uma possibilidade, mesmo que relativamente simples, para os músicos independentes, com certeza fará escola, dando novos tons e novas cores à música baiana.

Escute o disco aqui!
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Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Já perdemos a conta de quantas vezes escutamos Bora Bora Bora, do Bailinho de Quinta. Para nós, um dos melhores discos lançados na Bahia em 2014! O Bailinho é composto por músicos com (boas) experiências musicais anteriores - Graco (Scambo), Thiago Trad (Cascadura) e Juliana Leite (Orquestra do Maestro Zeca Freitas).

No repertório para shows, eles mesclam marchinhas clássicas, sucessos da MPB e o marchinhas compostas especificamente para este disco. Já em Bora Bora Bora encontramos predominantemente novas marchinhas mas, para o final foi reservada uma grande surpresa. Arriscamos que apresentar no disco quase somente marchinhas inéditas é que torna Bora Bora Bora um disco maravilhoso!

Lista de músicas

1. O Bloco vai passar
2. Malucada
3. Minha Loucura
4. Vou te pegar
5. Marcha Cigana
6. Palhaço palhaço
7. Amor de Carnaval
8. Chuva Chover
9. Coisa Linda
10. Zoológico
11. Pra frente e pra trás
12. Balança o saco

Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)


Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)



Escutar este disco da Banda Fuzuê nos possibilita uma verdadeira viagem no tempo. Um dos motivos é a sonoridade alcançada pela banda naquele momento em que a música baiana seguia por um outro caminho, mais contemporâneo. Uma parcela das bandas e músicos continuava a fazer o mesmo tipo de música, dando uma continuidade ao samba-reggae menos percussivo e com mais metais. No meio de algumas dezenas de bandas estava a Fuzuê.

Em seu disco de estreia Banda Fuzuê (1993), eles trazem o que, sem dúvida um dos maiores sucessos da música baiana "Buzu" - gravada na voz de Malu Soares que dividia o vocal com o cantor Nanny Assis. A música, composta pelo mestre da música baiana Tonho Matéria, foi cantada exaustivamente no carnaval da época. Curioso que, além de sucesso nas rádios, era cantada pelas pessoas na rua como uma espécie de crítica ao transporte público da cidade, aliás, muitas vezes ainda se escuta essa música como crítica. No disco constam ainda uma versão para "Avisa Lá", gravada inicialmente pelo Olodum e "Guerreiro de Jah" que foi muito cantada nas ruas, mas que não muito tocada nas rádios.

Surpresa: Para quem não sabe, o Maestro Bira Marques, da Orquestra Afrosinfônica era tecladista da banda e foi o arranjador deste disco.

Lista de músicas:

1. Se toque
2. Tapete Preto
3. Cascalho de Pedra
4. Tanto Faz
5. Buzu
6. Flores de Setembro
7. Avisa Lá
8. Guerreiro de Jah
9. Me vestia de alegria
10. Cigana Nagô
11. Poeira no Pé
12. Puro feito fruto


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