Mostrando postagens com marcador Brasil 70. Mostrar todas as postagens

Baby Consuelo - Cósmica (1982)


Tirei uns minutos para apreciar o disco Cósmica (1982), da Baby Consuelo. Fiquei surpreso com a diversidade de ritmos que essa mulher conseguiu agrupar em um disco e mais ainda, diversidade que faz parte de sua personalidade. Algumas músicas ficam na cabeça, mas o disco é muito bacana e vale a pena escutar.



Comentários faixa a faixa:

Cósmica - Abre o disco com a máxima que Baby carregava na época. Alegre e intensa.
Seus Olhos - Uma declaração de amor. Balada pop quente e envolvente.
Aganju - Um ijexá no melhor estilo carioca-baiana. Baby surpreende com um gingado especial.
Sabor de Mel - Levada "tipicamente' baiana em pegada de ijexá, com vocal caprichado de Baby. Gostosa de dançar.
Emília, a boneca gente - Originalmente gravada para o musical "Pirlimpimpim" da Rede Globo. Rock pop cheio de sintetizadores até não mais poder. O resultado é fantástico, cheio de energia!
Pra haver amor entre os homens - Excelente samba carioca com mensagem humana e tratando de questões populares.
Um arco-íris na tarde - Baby surpreende com bossa nova de qualidade.
Se eu quiser eu compro flores - baladinha cuja letra acompanha a mesma criatividade cósmica de todo o disco.
De alma pra alma - outra baladinha romântica tão boa e cósmica quanto a anterior.
Por fora e por dentro - pop rock frenético com guitarras e sintetizadores misturado a forró e baião.

A Cor do Som - Frutificar (1979)

A Cor do Som - Frutificar (1979)





Frutificar (1979), é um disco realmente surpreendente. A Cor do Som, em um dos discos de sua fase de maior criatividade, mostra que mesmo sob pressão é possível realizar um excelente trabalho. A pressão veio, mesmo após o sucesso dos dois primeiros discos, para que os rapazes colocassem letra nas músicas e não só mantivessem composições instrumentais em seu repertório.

Esse que é o segundo disco de estúdio do grupo, traz um dos maiores sucessos da música popular brasileira "Abri a Porta", porém, antes, quem abre o disco é a faixa título. "Frutificar" começa como uma balada leve e vai ganhando ritmo até tornar-se um estouro de ritmos nordestinos. Tem espaço também para o chorinho "Assanhado" de Jacon do Bandolim, lançado em 1961. Outro sucesso da época, "Swingue Menina" também faz parte deste mesmo LP, assim como "Beleza Pura". Enorme sucesso musical, curiosamente lançada pelo grupo no mesmo ano em que foi lançada por Caetano Veloso no disco Cinema Transcendental (1979).

Lista de Músicas

1. Frutificar
2. Abri a Porta
3. Assanhado
4. Swingue Menina
5. Itacimirim
6. Beleza Pura
7. Pororocas
8. Ticaricuriquetô
9. Viver Pra Sorrir
10. Frutificar

Letras

Abri a Porta
(Dominguinhos e Gilberto Gil)

Abri a porta
Apareci
A mais bonita
Sorriu pra mim
Naquele instante
Me convenci
O bom da vida
Vai prosseguir
Vai prosseguir
Vai dar pra lá do céu azul
Onde eu não sei
Lá onde a Lei
Seja o amor
E usufruir do bem, do bom e do melhor
Seja comum
Pra qualquer um
Seja quem for
Abri a porta
Apareci
A mais bonita
Sorriu pra mim

Beleza Pura
(Caetano Veloso)

Não me amarra dinheiro não
Mais formosura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moça preta do Curuzu
Beleza pura
Federação
Beleza pura
Boca do Rio
Beleza pura
Dinheiro não
Quando essa preta começa a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda a trama da trança, transa do cabelo
Conchas do mar
Ele manda buscar pra botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia
Não me amarra dinheiro não
Mais elegância
Não me amarra dinheiro não
Mais a cultura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moço lindo do badauê
Beleza pura
Do Ilê Aiyê
Beleza pura
Dinheiro ieah
Beleza pura
Dinheiro não
Dentro daquele turbante do Filho de Gandhy
É o que há
Tudo é chic demais, tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da costa e que tudo se trance
Todos os búzios, todos os ócios
Não me amarra dinheiro não
Mas os mistérios



A Cor do Som - Ao Vivo em Montreux (1978)

A Cor do Som - Ao Vivo em Montreux (1978)



Eu chamo de ousados! Tanto eles quanto este disco são ousados!!!

O segundo álbum da banda baiana/carioca, A Cor do Som ao Vivo, foi gravado ao vivo no International Monteux Jazz Festival, na Suíça, no ano de 1978. O grupo era composto por alguns dos melhores músicos brasileiros: Armandinho Macêdo - guitarra, Dadi - baixo, Mu Carvalho - teclados e sintetizadores e Gustavo Schroeter - bateria.

O disco do show instrumental, assim como o A Cor do Som (1977), não teve uma boa receptividade por parte do público, apesar de sua inegável qualidade. A partir dos próximos discos a banda passa a inserir números também cantados, por pressão da gravadora e sim, a banda cai definitivamente no gosto popular.

Lista de músicas:

1. Dança Saci
2. Chegando da Terra
3. Arpoador
4. Cochabamba
5. Brejeiro
6. Espírito infantil
7. Festa da Rua
8. Eleanor Rigby




A Cor do Som - A Cor do Som (1977)

por Zé Ricardo Oliveira


A Cor do Som: capa do disco homônimo de 1977


Falar de música baiana e não citar A Cor do Som é covardia.
A banda que inovou com um som bastante jovem, surpreendeu a cada disco. Entre composições somente instrumentais e outras com letras que tratavam de temas que extrapolavam as fronteiras de cada região do Brasil, conquistavam cada vez mais seguidores.

Aqui um breve comentário faixa a faixa do primeiro álbum, A Cor do Som, de 1977.

Lado A
01 – Arpoador – Armandinho, Dadi, Gustavo e Mu - Instrumental - combina alguns estilos nordestinos com uma pegada pop e a guitarra de Armandinho Macedo.

02 – Na Onda do Rio – Armandinho - Instrumental - Baião com toque de viola bem dedilhadas e um teclado que de leve dá uma quebrada no som mais tradicional e dá a cara do grupo a esse ritmo.

03 – Tigreza – Caetano Veloso - Instrumental - canção sensual marcada também pelo dedilhar da viola e uma guitarra rock'n roll de fundo. E sim, está escrita com Z.

04 – De Tarde Na Liberdade – Morais e Haroldo - pegada bem baiana nesse som que lembra muito do que se faz Carnaval na Bahia nessa época.

05 – A Cor do Som – Dadi e Marcelo - Cara de música disco dos anos 1970. Primeira faixa cantada do disco.

Lado B
01 – Samba Vishnu – Pepeu - um pseudosamba cheio de guitarra baiana.

02 – Espírito Infantil – Mu - Bandolins, guitarras, violinhas e pianos se misturando num samba que remonta um clima das musicas de barbeiro.

03 – Bodoque – Túlio Mourão - frevinho guitarrado típico do carnaval baiano dos anos 1970.

04 – Conversando é Que A Gente Se Entende – Armandinho - samba gostoso, furioso. O clima é dos samba dos anos 1960 e início dos anos 1970.

05 – Odeon – Ernesto Nazareth - Pegaram o samba de Sr. Ernesto e deram uma cara bem jovem e interessante.

06 – Pique Esconde – Armandinho, Dadi, Gustavo e Mu - mais um baião guitarrado bem interessante! Inclusive em um determinado momento trazem um trecho de "Baião" do mestre Luiz Gonzaga.

- Copyright © MPB Bahia - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -