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Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)
Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)
Já perdemos a conta de quantas vezes escutamos Bora Bora Bora, do Bailinho de Quinta. Para nós, um dos melhores discos lançados na Bahia em 2014! O Bailinho é composto por músicos com (boas) experiências musicais anteriores - Graco (Scambo), Thiago Trad (Cascadura) e Juliana Leite (Orquestra do Maestro Zeca Freitas).
No repertório para shows, eles mesclam marchinhas clássicas, sucessos da MPB e o marchinhas compostas especificamente para este disco. Já em Bora Bora Bora encontramos predominantemente novas marchinhas mas, para o final foi reservada uma grande surpresa. Arriscamos que apresentar no disco quase somente marchinhas inéditas é que torna Bora Bora Bora um disco maravilhoso!
Lista de músicas
1. O Bloco vai passar
2. Malucada
3. Minha Loucura
4. Vou te pegar
5. Marcha Cigana
6. Palhaço palhaço
7. Amor de Carnaval
8. Chuva Chover
9. Coisa Linda
10. Zoológico
11. Pra frente e pra trás
12. Balança o saco
As Meninas - Louca Por Você (2002)
As Meninas - Louca Por Você (2002)
Louca por você, terceiro disco da banda As Meninas, não foi um discos de grandes sucessos, mas sim um disco de boas músicas. Vindo de uma fase muito promissora, decorrente dos dois primeiros álbuns lançados, As Meninas capricharam no novo trabalho, mas apesar da excelente produção, não decolou.
Podemos destacar "Largadinho" como a música mais tocada do disco. Apesar da bem aceitação por parte da crítica e do público, não foi um sucesso tão grande a ponto de segurar o disco. Mas impossível não citar músicas excelentes como "Louca por você", "Balanço da roseira", "Mamãe me ouça" - que chega mais próxima da sonoridade que tornou a banda conhecida, "Tudo em cima", o côco "Pizza com dendê" uma das melhores do disco. Destacamos ainda uma versão de "Cambalhacho", de Walter Queiroz, "Não dá, meu nego, não dá" e, por fim, a faixa "A tribo",
Lista de músicas
1. Balança a roseira
2. Mamãe me ouça
3. Largadinho
4. Tudo em cima
5. Pizza com dendê
6. Ai caramba
7. Canbalacho
8. Não dá, meu nego, não dá
9. H2O
10. Parará
11. A tribo
12. Diga que sim
13. Todos os sambas
Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)
Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)
Muita gente já ouviu falar de Tony Mola, importante percussionista baiano. O que pouca gente lembra é que foi ele um dos fundadores do Bragadá, grupo musical com base percussiva que fez bastante sucesso em meado dos anos 1990 e início dos anos 2000. Logo depois, a partir de uma ruptura de interesses, o Bragadá se separa e a parte da banda dá origem a outro grupo, os Bragaboys.
No inicio, do Bragadá, capitaneado por Mola, lançaram alguns disco, porém destacamos aqui o disco de estréia Bragadá (1995). Este disco veio recheado de boa música, sendo daqueles raros discos que se escuta mais de uma vez com a impressão de ser sempre a primeira vez.
Verões na Bahia são sempre marcados por uma ou duas músicas que tocam exaustivamente na rádio, com Bragadá, a coisa foi mais pesada. O resultado da força da percussão do grupo refletiu na energia das músicas, apesar de algumas terem ficado mais conhecidas, o disco é maravilhoso!
Quem não dançou maliciosamente ao som de "Pega Pega"? Quem não repetiu a coreografia de "Tribal"? Quem não sacudiu ao som de "Vem Benzinho"?. Não estranhe, ao escutar Bragadá, pois, neste disco, a banda contava com uma vocalista feminina (ainda não conseguimos identificar o nome).
Lista de músicas:
1. Pega Pega
2. Tribal
3. Abracadabra
4. Vem Benzinho
5. Arma Som
6. Tem Dendê
7. Baby
8. Degrau
9. Abedê
10. Pisa na Barata
Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)
Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)
Escutar este disco da Banda Fuzuê nos possibilita uma verdadeira viagem no tempo. Um dos motivos é a sonoridade alcançada pela banda naquele momento em que a música baiana seguia por um outro caminho, mais contemporâneo. Uma parcela das bandas e músicos continuava a fazer o mesmo tipo de música, dando uma continuidade ao samba-reggae menos percussivo e com mais metais. No meio de algumas dezenas de bandas estava a Fuzuê.
Em seu disco de estreia Banda Fuzuê (1993), eles trazem o que, sem dúvida um dos maiores sucessos da música baiana "Buzu" - gravada na voz de Malu Soares que dividia o vocal com o cantor Nanny Assis. A música, composta pelo mestre da música baiana Tonho Matéria, foi cantada exaustivamente no carnaval da época. Curioso que, além de sucesso nas rádios, era cantada pelas pessoas na rua como uma espécie de crítica ao transporte público da cidade, aliás, muitas vezes ainda se escuta essa música como crítica. No disco constam ainda uma versão para "Avisa Lá", gravada inicialmente pelo Olodum e "Guerreiro de Jah" que foi muito cantada nas ruas, mas que não muito tocada nas rádios.
Surpresa: Para quem não sabe, o Maestro Bira Marques, da Orquestra Afrosinfônica era tecladista da banda e foi o arranjador deste disco.
Lista de músicas:
1. Se toque
2. Tapete Preto
3. Cascalho de Pedra
4. Tanto Faz
5. Buzu
6. Flores de Setembro
7. Avisa Lá
8. Guerreiro de Jah
9. Me vestia de alegria
10. Cigana Nagô
11. Poeira no Pé
12. Puro feito fruto
Banda Patrulha - Orixás (1992)
Banda Patrulha - Orixás (1992)
Incrível como ainda hoje, muita gente trata a música baiana como rasa, sem conteúdo ou "música de uma nota só". Apesar de reconhecer a falta de qualidade em grande parte das produções, não dá para colocar tudo no mesmo bojo. Generalizar para o negativo é fácil, mas é difícil reconhecer que muito da axé music tem qualidade sim.
Não me refiro a artistas contemporâneos que, unindo talento e tecnologia, conquistaram patamares estratosféricos. Estou me referindo a artistas que pegaram momentos difíceis como a transição da década de 1980 para 1990. Muitas identidades se perderam. Muita música desapareceu. Muitos artistas se apagaram. Mas é neste momento caótico que uma moça de sorriso largo e olhos brilhantes se destaca. Acompanhada de uma banda poderosa, (André Lima e Adson Tapajós na percussão, Neto na bateria, Marcos Costa na guitarra, Marcelo Gomes no baixo, Nétia (backing vocal) e Leco Maia teclado e voz), Cátia Guimma chamou atenção de todos.
É claro que Cátia não fez nada sozinha, esse conjunto de grandes músicos formavam a Banda Patrulha, que anos antes chamava-se Banda Futuca, mondata inicialmente para puxar o bloco homônimo no carnaval da Bahia. Tendo três discos em seu currículo, a Patrulha fez história. E continua, tendo Leco Maia soberano à frente de todo o trabalho, desde que Cátia saiu em carreira solo. Dos três discos, destacamos aqui o primeiro, Orixás (1992). Deste LP, saíram três grandes sucessos da música baiana: "Orixás" (Leco Maia), "Crina Negra" (Edinho Moraes e Robertinho do Recife) e "Semente de Prazer" (Jero).
"Orixás", faixa que dá nome ao disco, é uma das mais belas composições da música baiana. Uma grande exaltação às belezas naturais e humanas que este pedaço de Brasil oferece e que, muitas vezes é confundido com subserviência. A voz de Cátia se encaixou perfeitamente à canção.
"Crina Negra", um sucesso gravado e regravado por diversos artistas brasileiros, também fez sucesso através da Patrulha. Galope de primeira, composto pela dupla Edinho Moraes e Robertinho do Recife, traz em sua essência a força da música nordestina.
Por fim, a não menos importante, "Semente de Prazer", foi composta por Jero e tornou-se uma das músicas mais cantadas dos carnavais baianos. Fortemente influenciada por ritmos latinos, "Semente de Prazer" já fazia parte do repertório da banda Futuca e foi grande sucesso do carnaval de 1991.
Importante destacar que este disco traz ainda composições de Beto Jamaica, Jamilton Luz e Rey Zulu.
Lista de músicas:
1. Orixás
2. Suor e cerveja
3. Paz do Senhor
4. Olodum já
5. Crina Negra
6. Você me leva
7. Semente de prazer
8. Teu Olhar
9. Me faz delirar
10. Amor de menino
Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)
Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)
A banda baiana Avatar, fez grande sucesso no final da década de 1980 e início de 1990. Aproveitando a grande onda de ritmos latinos e da lambada, ritmo caribenho que invadiu o Brasil nessa época, a banda fez muito sucesso. Seu repertório era composto basicamente por versões para hits da lambada francesa e de países latinos. No currículo da banda, temos o registro de dois LPs, porém, neste post trazemos aqui um breve comentário sobre o primeiro: Lambadas Vol.1 (1988).
Abre o disco "Isso é bom", versão para a famosa "Cuisse La" conhecida também como "Melô do Tipiti"ou ainda "Wipitipiti", música do Les Aiglons, lançada no Brasil no volume dois da série de discos Lambadas Internacionais. No vocal do Avatar está um dos ícones da música baiana dos anos 1980, Ademar Andrade (Furtacor), responsável por ritmar as versões em português. Outro grande sucesso da época foi "Truzulu da Marieta", segunda faixa do disco.
Impossível ignorar, "Mulé Fubanga", para nós o maior sucesso extraído desse disco, curiosamente não cantada por Ademar, mas sim por Meg Evans, voz feminina da banda. Foi gravada, ainda para este mesmo disco, uma versão de "Lambada" (do grupo Kaoma), que no álbum foi registrada como "Dançando lambada".
Impossível ignorar, "Mulé Fubanga", para nós o maior sucesso extraído desse disco, curiosamente não cantada por Ademar, mas sim por Meg Evans, voz feminina da banda. Foi gravada, ainda para este mesmo disco, uma versão de "Lambada" (do grupo Kaoma), que no álbum foi registrada como "Dançando lambada".
Lista de Músicas:
1. Isso é bom
2. Truzulu da Marieta
3. Lambadeiro do Amor
4. Mulé Fubanga
5. America In Bahia
6. Tô gamado em Você
7. Melo da Cajá
8. Dançando Lambada
Letra
Mulé Fubanga
Oyê, papasito
Ai, ai, ai
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Tira a mão daí ladrão
Tira a mão dai ladrão
Tira a mão daí ladrão do meu coração
Ligeiro amor, ligeiro
Mainha tá chamando
Ligeiro amor, ligeiro
Painho tá chegando
Ai, ai, amor
Que eu não tô mais aguentando
Ai, ai, amor
Que eu tou quase desmaiando
Ai, ai amor
Tou com a perna bambeando
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Letra
Mulé Fubanga
Oyê, papasito
Ai, ai, ai
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Tira a mão daí ladrão
Tira a mão dai ladrão
Tira a mão daí ladrão do meu coração
Ligeiro amor, ligeiro
Mainha tá chamando
Ligeiro amor, ligeiro
Painho tá chegando
Ai, ai, amor
Que eu não tô mais aguentando
Ai, ai, amor
Que eu tou quase desmaiando
Ai, ai amor
Tou com a perna bambeando
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Banda Made In Bahia - Liberdade (1988)
Banda Made In Bahia - Liberdade (1988)
Para a música baiana, os anos 1980 foram historicamente, uma década marcante. Entre tantos sucessos musicais que emergiram de toda a cidade, pelo menos três em 1988, surgiram do mesmo disco. Liberdade, da banda Made In Bahia, lançado pela Continental, reunia um forte grupo de compositores e artistas e tornou-se um importante disco de nossa música popular, porém, não lhe foi dada tanta atenção.
Os três grandes sucessos do disco foram "Pim Pirilim Pim Pim", de Gerson Brasil, "Revoluções" de Tenilson dos Anjos Casaes e Sergio Roberto
Barbosa e "Liberdade" de Nelly Santana e Mara Mel. - aliás, é de Mara Mel a voz feminina da banda. Destes três sucessos, dois foram registrados na voz da cantora ("Pim Pirilim Pim Pim" e "Liberdade").
Nesse segundo disco da banda Made In Bahia, gravado no lendário Estúdio WR, colaboraram ainda Carlos Pita, Ademar (Furtacor) Andrade, Edmundo e Luciano Carôso e Rey Zulu.
Liberdade (1988)
Lista de músicas:
1. Pim Pirilim Pim Pim
2. Revoluções
3. Concha da Ilha
4. Samba de São João
5. Estrelas e Balões
6. Liberdade
7. Baile do Coração
8. Mensagem ao Povo de Moçambique
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
Chega 1985 e uma onda New Wave invade a música em todo o mundo. Quem não assumiu a musicalidade punk eletrônica, entre as características do movimento, aderiu à moda no visual, fosse nas roupas, acessórios ou no cabelo. Essa novidade acabou pegando também A Cor do Som e o reflexo disso pode ser visto em O Som da Cor (1985).
O disco foi lançado com "os meninos" já incorporados ao New Wave, mas o maior impacto foi impresso nas faixas do disco. Sofrendo nitidamente essa interferência musical, as músicas ganharam uma melodia com pegada mais acelerada e "moderna", colocando o samba totalmente de lado e priorizando uma sonoridade quase que institucionalizada pelo sudeste do país.
Essa mudança sonora e a incorporação de elementos sonoros que sugerissem modernidade na música de A Cor do Som, deve ter sido um reflexo direto das mudanças que o grupo sofreu na época. Armandinho saiu em 1981 e foi substituído por Victor Biglione, que manteve a mesma musicalidade da banda. Nesse disco, em particular, a banda gravou sem Victor que foi substituído por Pedrinho Santana, que participou dos dois discos anteriores.
"Arrastando corrente", um rock moderno para a época, refletia outra das influências da época. "Som da cor" e "Ela vai ter que me escutar", são puro New Wave. A canção mais próxima do estilo que consagrou o grupo é "Vida que passamos" e "Tudo o que você quiser", são das poucas que ainda encontramos um pouco do som feito por eles em outros discos. "Bomba no vestibular" é um dos poucos reggaes gravados pelos meninos, mas de forma geral, o disco é regido pelo pop rock que se desenhava na época (influenciados pelo New Wave) e variação dos vocais nas músicas.
No fim das contas não desejo criticar negativamente, só destaco esse disco como um rompimento quase que completo com a antiga sonoridade que popularizou o grupo por todo o país e que só seria reencontrada anos depois, após os músicos originais decidirem reunir-se novamente para um ou dois projetos isolados.
Lista de músicas
1. Arrastando Corrente
2. Som da Cor
3. Ela vai ter que me escutar
4. Vida que passamos
5. Que flor é você?
6. Acho que ela gosta
7. Eu quero é bem mais
8. Navegante
9. Tudo o que você quiser
10. Bomba no vestibular
A Cor do Som - As quatro fases do amor (1983)
A Cor do Som - As quatro fases do amor (1983)
Inaugurando uma musicalidade, agora inserindo elementos que deixam sua música com um ar mais moderno, mas conseguindo manter a leveza de outrora, A Cor do Som lança As quatro fases do amor (1983). Algumas mudanças foram reflexo da saída de Armandinho Macêdo, mas possivelmente, muitas outras foram mesmo uma questão de marcado.
As quatro fases do amor é um disco dançante e animado jovem, assim como os demais trabalhos do grupo. Apesar das mudanças, a qualidade das músicas não cai. As letras continuam incríveis. O ponto alto deste disco é, sem sombra de dúvidas, é "Dentro da Minha Cabeça", de Gerônimo e Lula Queiroz. "A Abóbada da vida" foi composta por Gilberto Gil, enquanto "Flor de Incendiária" é de autoria de Guilherme Arantes. Em "Um som pra você", conta com participação de Cecília Spyer.
Lista de músicas
1. As quatro fases do amor
2. Dentro da minha cabeça
3. Eu sempre quis andar de Jeep
4. Primeiro Olhar
5. Um som pra você
6. Era de Aquários
7. Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite
8, A Abóbada da vida
9. Flor Incendiária
10. Falsos Rubis
11. Lua pra ti
12. Rio de Janeiro







