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Sá Róris
O multiartista Sá Róris, nasceu em Curuçã, cidade do interior da Bahia. Ilustrou e redigiu para o mítico jornal Fôia dos Rocero, mas se destacou mesmo na música. Compositor de valsas, sambas e músicas para o carnaval, teve suas composições gravadas por artistas como Carmen Miranda, Dircinha Batista, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, entre tantos outros.
Fonte: Guia da Música Popular da Bahia
Xisto Bahia
Xisto Bahia é um multiartista baiano, nascido na cidade de Salvador, década de 1840. Apaixonado pelas artes, começou cedo o contato com a música, inclusive compondo algumas canções. Foi um dos maiores compositores de lundus e marchinhas nascido na Bahia. É de Xisto a primeira música gravada em disco a qual se tem registro, o lundu "Isto É Bom", na voz do cantor Baiano - pela gravadora Casa Edison, do Rio de Janeiro, sob o código de Zon-o-phone 100001, datada de 1902. Entre suas mais importantes composições estão justamente, a já citada "Isto É Bom", "A Mulata" e "Yayá, Você Quer Morrer?".
Fonte: Guia da Música Popular da Bahia, 2018
História da música popular da Bahia é contada em livro
Obra faz levantamento de importantes nomes que fazem e fizeram parte da
construção da MPB da Bahia
No ano de 2003 fomos
surpreendidos com a publicação da obra O Livro de Ouro da Música Popular Brasileira,
de Ricardo Cravo Albin. Nessa publicação o autor apresenta uma pesquisa que
remonta, de maneira heroica, grande parte da história da música popular
brasileira. Outro grande nome dedicado ao tema é José Ramos Tinhorão, um dos
maiores nomes da história quando se fala em música popular brasileira. Inspirado
pelo trabalho desses dois pesquisadores, um outro Ricardo oferece suas modestas
contribuições, porém, no remonte da história da música popular da Bahia. Foi
publicado hoje (23/04/2018), Dia Internacional do Livro, a obra Guia da Música
Popular da Bahia, do pesquisador independente Zé Ricardo Machado.
Foi em 2011, pouco antes da
conclusão da sua graduação em Comunicação Social/ Jornalismo que surgiu a ideia
de escrever sobre o tema, porém a pesquisa só teve início efetivamente no ano
seguinte. Dedicando grande parte do seu tempo no levantamento de informações
para montar parte do que ele chama de “quebra-cabeças historiográfico da MPB
baiana”, Zé Ricardo Machado conta que conseguiu reunir cerca de 500 referências
(a partir do século XVII) entre músicos, intérpretes, locais e movimentos
musicais que fazem parte da história da MPB baiana.
Para o autor a parte mais difícil
foi a falta de algum “sistema” ou dispositivo onde se pudesse encontrar pelo
menos o básico sobre esses nomes. Através de entrevistas, diálogos e do contato
com discos, filmes, reportagens para TV, livros, artigos e matérias de jornais
e revistas, Zé Ricardo Machado consegue guiar o leitor, quase que
cronologicamente, pela história que remonta um importante aspecto da cultura
baiana, a música. Por outro lado, o Guia da Música Popular da Bahia pode ser
considerado o pontapé inicial para o desenvolvimento de outros projetos
similares.
O objetivo de Zé Ricardo é
possibilitar que pesquisadores e curiosos possam conhecer um pouco mais sobre
as consideráveis figuras, sejam elas conhecidas ou não, que compõem a história
musical da Bahia e que colaboraram ou colaboram para a manutenção e renovação
desse importante bem imaterial. A versão impressa do Guia da Música Popular da
Bahia (Brasil, idioma português, 302 páginas) está inicialmente disponível pelo
site americano da Amazon (www.amazon.com),
com distribuição para Brasil, Estados Unidos e alguns países da Europa.
Serviço:
O que: Guia da Música Popular da
Bahia
Autor: Zé Ricardo Machado
Onde encontrar: www.amazon.com
Preço: $11,00
Tag :
guia,
livro,
MPB,
MPB da Bahia,
música,
Música Baiana,
música popular,
música popular da Bahia,
pesquisa,
André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)
por Ricardo Machado
André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)
Escutar André L.R. Mendes é sempre uma experiência incrível. O primeiro contato com o trabalho do músico, foi com SurfBudismo (2014). A partir daí, curioso em conhecer mais da sonoridade deste artista, fui fazendo uma viagem cronológica em seus trabalhos, que começou com Maria Bacana (1997). Navegando pelos mares e oceanos musicais do André, fiquei encantado com os tesouros que descobri.
Descobri André L. R. Mendes em 2014, enquanto pesquisava para o Guia de Música Popular da Bahia (a ser publicado em outubro de 2016). Na ocasião, li uma matéria do Jornal A Tarde sobre o lançamento de seu novo disco. Fiquei realmente feliz com tudo o que encontrei: um músico ousado em suas atitudes e em sua sonoridade ímpar - sim, o som é inconfundível! Em 2015, com Arquipélago, André mexe com as estruturas da produção musical baiana mostrando que é possível oferecer algo de qualidade cobrando pouco (acho que até "pouco demais").
Hoje, três anos após minha primeira experiencia e depois de me emocionar ouvindo "Casas" (2015), sou presenteado com uma nova aventura conduzida por André. Em Todas as Cores, o músico e produtor continua a nos conduzir por novos caminhos, novos oceanos. Os temas "marítimos", presentes desde 2011, ainda aparecem, mesmo que pouco, porém, a genialidade de André está lá; sua sonoridade distinta também está lá. Somam-se agora o desejo de transmitir uma mensagem ainda mais positiva e um trabalho com ainda mais qualidade.
"Vida" abre o novo disco e sugere uma reflexão sobre as questões comuns do dia a dia e também dos nossos relacionamentos. "Amsterdã", a minha favorita, trata das nossas dualidades, desejos e inconformismos. Em "Naufrágios", André mostra maturidade na letra e nos vocais e a "experiência que o tempo nos dá". No caso do músico, o tempo tem lhe trazido também sabedoria e maturidade profissional. "Naturalmente" talvez seja a música mais tocante do disco - por favor, não peçam para explicar porquê! Apesar de destacar estas quatro canções, é impossível selecionar algumas faixas apenas, o álbum é incrível e tão bom de ouvir que o desejo é de repetir novamente e novamente e novamente...
A inovação musical proposta por André L. R. Mendes se estendeu à produção e, agora, ele dá mais um passo. A forma de distribuição do trabalho continua independente, assim como nos álbuns anteriores, porém, ele não depende de nenhuma plataforma de música digital pra isso. Ineditamente, André conseguiu, junto à diretoria do Mercado Livre, a possibilidade de vender pelo site o download de seu trabalho. Assim, aos 40 anos, comemorados no último dia 15 de julho, nosso aventureiro abre mais uma possibilidade, mesmo que relativamente simples, para os músicos independentes, com certeza fará escola, dando novos tons e novas cores à música baiana.
Escute o disco aqui!
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3 Clássicos do Carnaval - Chão da Praça
3 Clássicos do Carnaval da Bahia
"Chão da Praça"
Sob o som do Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, temos pelo menos 3 clássicos do carnaval da Bahia: "Chão da Praça", "Vida Boa" e "Chame Gente" - vamos relembrar?
Segue a letra:
Chão da Praça
(Moraes Moreira e Fausto Nilo)
Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor
Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)
Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)
Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça (2x)
Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)
Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)
Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça
"Chão da Praça"está no disco Ligação (1978) de Armandinho e o Trio Elétrico Dodô & Osmar.
Baiano - Manoel Pedro dos Santos (1870 - 1944)
Baiano - Manoel Pedro dos Santos
1870 - 1944
Se é para falar de primórdios, impossível não citar Bahiano (ou Baiano). Uma das figuras mais importantes da música brasileira Bahiano ou Manoel Pedro dos Santos, está ligado diretamente a importantes fatos de nossa história cultural.
Nascido na cidade de Santo Amaro da Purificação, em 05 de dezembro de 1870, Baiano é o dono da voz que registra a primeira obra gravada na história da música brasileira. Consta nos registros da antiga gravadora Casa Edison, sob o número de Zon-O-Phone 10.001, a gravação feita pelo artista para a música "Isto É Bom", lundu composto por outro baiano, Xisto Bahia, portanto foi feita por um baiano a gravação da primeira obra .
Entre as gravações feitas por Bahiano, encontramos ainda "Luar de Paquetá", "Papagaio Come Milho" e outro grande sucesso da época "Pelo Telefone" - este o primeiro samba a ser gravado com letra, em disco, na história da música brasileira.
> Antes da gravação de Baiano para "Pelo Telefone", a Banda Odeon havia gravado uma versão instrumental.
Discografia (parcial):
1902 - Isto é Bom (Zon-O-Phone 10.001)
1902 - Bolin Bolacho (Zon-O-Phone 10.002)
1902 - A Pombinha Lulu
1909 - Os Colarinhos
1909 - O Taco
1903 - O Genro e a Sogra - música gravada com participação da Senhorita Consuelo
1904 - Cocorocó - música gravada com participação da Senhorita Consuelo
1912 - Os Mosquitos
1913 - A Viola Está Magoada
1916 - Pelo Telefone
1920 (década) - Papagaio Come Milho
1921 - Ai, Amor
1922 - Luar de Paquetá
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Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)
Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)
Já perdemos a conta de quantas vezes escutamos Bora Bora Bora, do Bailinho de Quinta. Para nós, um dos melhores discos lançados na Bahia em 2014! O Bailinho é composto por músicos com (boas) experiências musicais anteriores - Graco (Scambo), Thiago Trad (Cascadura) e Juliana Leite (Orquestra do Maestro Zeca Freitas).
No repertório para shows, eles mesclam marchinhas clássicas, sucessos da MPB e o marchinhas compostas especificamente para este disco. Já em Bora Bora Bora encontramos predominantemente novas marchinhas mas, para o final foi reservada uma grande surpresa. Arriscamos que apresentar no disco quase somente marchinhas inéditas é que torna Bora Bora Bora um disco maravilhoso!
Lista de músicas
1. O Bloco vai passar
2. Malucada
3. Minha Loucura
4. Vou te pegar
5. Marcha Cigana
6. Palhaço palhaço
7. Amor de Carnaval
8. Chuva Chover
9. Coisa Linda
10. Zoológico
11. Pra frente e pra trás
12. Balança o saco
A Cor do Som - Ao Vivo no Circo (1996)
A Cor do Som - Ao Vivo no Circo (1996)
Na maioria dos casos os "revivals" de grupos musicais, que ficaram inativos por muito tempo, ou que mudaram de formação (de forma natural) são sempre muito bem sucedidos. Se os músicos envolvidos forem realmente bons e a produção for levada à sério, a possibilidade do resultado ser ainda melhor, são bem possíveis. Em alguns casos, quando essas duas características positivas são unidas ao desejo de realizar um trabalho de qualidade, o resultado é realmente pode superar todas as expectativas. E é assim que vejo A Cor do Som Ao Vivo no Circo (1996) - na minha humilde opinião, é uma das melhores reuniões de ex-membros de grupo ou grupo musical inativo.
Reuniram-se para o gravar o disco Armandinho Macedo, Ary Dias, Dadi Carvalho, Gustavo e Mú Carvalho. O grupo estava afiadíssimo. A vontade de tocar ficou ainda mais clara com o passar de cada música. Não adianta descrever o que achei do disco, pois nada substitui a experiência de você mesmo(a) escutar o álbum e tirar suas próprias conclusões. Mas vamos lá! "Beleza Pura", canção que abre o disco, chega a arrepiar. O mash-up "Zero" + "Abri a Porta", ficou incrível. "Menino Deus" ainda mais emocionante - dá pra perceber a euforia da platéia durante toda a apresentação.
Foi inserido no repertório também uma versão de "Yesterday", dos Beatles, com a emocionante execução de Armandinho e sua guitarra baiana. "Suingue Menina - Semente Menina" está fantástica. "Frutificar" e "Pororocas" parecem que nunca deixaram de ser tocadas pelos músicos. "Dentro da Minha Cabeça" recebeu arranjos mais joviais e está tão boa quanto a original. Arrepia quando o público responde cantando junto com o grupo. O disco é fechado por "Zanzibar", numa versão mais ritmada e menos afoxé, mas com bons arranjos e excelente execução - aliás, não poderíamos esperar menos desses mestres todos juntos.
Lista de músicas:
1. Beleza Pura
2. Zero + Abri a Porta
3. Mudança de Estação
4. Onde Todos Estão
5. Pororocas
6. Menino Deus
7. Yesterday
8. Suingue Menina - Semente Menina
9. Frutificar
10. Dentro da Minha Cabeça
11. Zanzibar
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
O Canto da Cidade é o segundo álbum solo da cantora Daniela Mercury. Neste novo trabalho a cantora apresenta uma identidade musical ainda mais forte que no primeiro disco Daniela Mercury - também conhecido como Swing da Cor. Antes destes dois discos, a cantora havia lançado pelo menos dois discos com sua antiga banda a Companhia Clic.
Em O Canto da Cidade, Daniela reafirma sua forte relação com o samba-reggae, mas não deixa de brincar com novas possibilidades. A faixa de abertura é a que da nome ao disco. Forte, mas de letra fácil de ser absorvida, "O Canto da Cidade", traz a conhecida frase "A cor dessa cidade sou eu/ O canto dessa cidade é meu", em que Daniela dá voz à raça e à musicalidade negra baiana - a cor e o canto de que a letra fala não são da Daniela, mas sim, da comunidade negra da Bahia. A letra foi escrita por Daniela, mas também por um dos mais significativos nomes da música baiana, Tote Gira.
"Batuque", segunda faixa, de um swing incrivelmente baiano, foi composta por outros grandes nomes da música baiana Rey Zulu e Genivaldo Evangelista. Em "Você não entende nada", de Caetano Veloso e Chico Buarque, Daniela começa a flertar firme com outras esferas musicais, e o resultado excelente. Jorge Portugal nos brinda com "Bandidos da América" que felizmente foi gravada neste disco por Daniela. "Só pra te mostrar", de Hebert Viana, está no disco, e conta com participação especial do próprio. Outro hit dos álbum é "Mais Belo dos Belos", composta por Guiguio, Valter farias e Adailton Poesia. Fecha o disco o frevo "Monumento Vivo", uma grande composição de Moraes Moreira e Davi Moraes.
Em O Canto da Cidade, iremos encontrar ainda composições de Ramon Cruz, Toni Augusto, Jorge Xaréu, Durval Lelys, Armandinho Macedo e Edmundo Caroso ("Exótica das Artes"), Carlinhos Brown.
Lista de Músicas:
1. O Canto da Cidade
2. Batuque
3. Você não entende nada
4. Bandidos da América
5. Geração Perdida
6. Só pra te mostrar
7. O mais belo dos belos
8. Rosa Negra
9. Vem morar comigo
10. Exótica das Artes
11. Rimas Irmãs
12. Monumento Vivo
A Cor do Som - Gosto do Prazer (1987)
A Cor do Som - Gosto do Prazer (1987)
Tentando superar uma forte crise de identidade, A Cor do Som surge em 1987 com um novo disco. Como sugere o título Gosto do Prazer, a ideia era resgatar o prazer de fazer música e, consequentemente, o sucesso do grupo que veio perdendo popularidade nos últimos dois anos. Até meados dos anos 1980, o mercado musical vinha sendo dominado por artistas e bandas que viessem - fossem de lá ou não - do sudeste do país. Ser do norte ou do nordeste era feio, brega e "demodê". Muitos grupos e bandas migraram para lá e sofreram (leia-se aceitaram ou se submeteram a) influencias em sua musicalidade para serem aceitos nacionalmente - talvez essa fosse a causa da perda de identidade de A Cor do Som. Mas seria mesmo a perda? Talvez não. Muitos encaram como uma renovação sonora ou mesmo um amadurecimento natural.
A verdade é que o tempo passou, o nordeste - principalmente a Bahia - se rebelou contra essa hegemonia musical imposta e revelou diversos artistas e possibilidades culturais. Paralelamente, muitas mudanças internas ocorreram em A Cor do Som e tudo isso interfere, positiva ou negativamente - nesse caso, das duas formas, basta dar uma espiada no histórico do grupo. Mas a verdade é que, mesmo com essa crise (e isso é uma conclusão minha) o disco é maravilhoso e muito superior ao anterior O Som da Cor (1985).
O novo álbum é rico em musicalidade e foi importante para o grupo, pois esse seria o seu último disco. Composto por melodias e letras fantásticas, alguns hits da banda saíram deste LP. Destacamos, primeiramente, o maior deles, "Gosto do prazer", que conta com participação especial de Gilberto Gil. Essa música, de sonoridade tão diferente das origens do A Cor do Som, foi parar na trilha sonora na telenovela Hipertensão (1987). Outro sucesso foi "Dança baiana", que estourou como uma das mais tocadas nas rádios da Bahia, entre 1987 e 1988. Destaco também "Olhar de espiã", meio baladinha, meio dançante.
E meses depois de Gosto do Prazer ter sido lançado, o grupo chega ao fim, mas para sorte dos apreciadores, alguns encontros posteriores aconteceriam. Tudo isso mostrou que os acertos foram maiores que os erros e que o grupo conseguiu sim colorir a música popular brasileira.
Lista de músicas:
1. Favelas
2. Gosto do prazer - part. especial Gilberto Gil
3. Dança baiana
4. Toda vez
5. Maria Caracoles
6. Olhar de espiã
7. Onde todos estão
8. Se segura malandro - part. especial Evandro Mesquita
9. Serenata Cynthias
10. Nova Cor (Como queria Lennon)
11. Menina dos Olhos
12. Som parati
E meses depois de Gosto do Prazer ter sido lançado, o grupo chega ao fim, mas para sorte dos apreciadores, alguns encontros posteriores aconteceriam. Tudo isso mostrou que os acertos foram maiores que os erros e que o grupo conseguiu sim colorir a música popular brasileira.
Lista de músicas:
1. Favelas
2. Gosto do prazer - part. especial Gilberto Gil
3. Dança baiana
4. Toda vez
5. Maria Caracoles
6. Olhar de espiã
7. Onde todos estão
8. Se segura malandro - part. especial Evandro Mesquita
9. Serenata Cynthias
10. Nova Cor (Como queria Lennon)
11. Menina dos Olhos
12. Som parati
Andréa Caldas - No Passo do Deboche (1986)
No passo de Andréa Caldas
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| Andréa Caldas |
Muito antes da axé music ser permeada por beldades como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Emanuele Araújo (entre tantas outras), algumas lindas e talentosas cantoras desfilavam suas qualidades físicas e vocais pelos palcos de Salvador. Margareth Menezes e Marinez eram as mais populares, mas existia ainda uma outra figura tão importante quanto todas as citadas, por seu talento e pela coragem em enveredar por projetos dos mais diversos. A personalidade referida é Andréa Caldas.
Irmã do Pai da Axé Music ou do Rei da música baiana, Luiz Caldas, Andréa foi parceira do irmão em diversos empreendimentos. A cantora era aquela figura de apoio para muitos outros artistas como o venerado Gerônimo, com quem Andréa trabalha até hoje.
Além do apoio na produção de muitos nomes da música baiana, principalmente nos anos 1980, Andréa destacava-se pela voz doce e marcante, sendo assim, era constantemente convidada para trabalhos com novos artistas e muitos que estavam na batalha pelo reconhecimento profissional. Entre um trabalho e outro, entre uma gravação "pela amizade", Andréa precisava ter algo que chamasse de seu.
A oportunidade de gravar algo que tivesse a sua cara, veio por ocasião do lançamento do disco Frutos da Natureza, de seu outro irmão, também músico, Carlinhos Caldas. O disco lançado em 1986, conta com 10 faixas sendo duas delas gravadas por Andréa, as músicas seriam "No Passo do Deboche" e "Paraíso". "Paraíso" é diferente de todo o disco, cujo repertório é basicamente todo de forró. É uma faixa de pegada mais pop baiano da época e não chegou a tocar tanto. Porém, foi com a outra música que Andréa roubou a cena.
"No Passo do Deboche", composição da própria Andréa Caldas com o músico Altair Leonardo, tornou-se um dos maiores sucessos baianos nos anos 1986 e 1987, sendo que continuaria a ser tocada com frequência durante o ano de 1988. "No Passo do Deboche" foi concorrente forte com a principal música do disco "A Confissão do Tadeu", de Carlinhos Caldas, lançada para ser o sucesso junino daquele ano. A música está praticamente no meio do disco, (4a faixa do Lado A) e ainda assim, fez com que toda a Bahia pudesse conhecer a dona da voz que abrilhantava os trabalhos de tantos artistas de renome.
Obs.: "Paraíso", também é fruto da parceria entre Andréa e Altair.
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
Chega 1985 e uma onda New Wave invade a música em todo o mundo. Quem não assumiu a musicalidade punk eletrônica, entre as características do movimento, aderiu à moda no visual, fosse nas roupas, acessórios ou no cabelo. Essa novidade acabou pegando também A Cor do Som e o reflexo disso pode ser visto em O Som da Cor (1985).
O disco foi lançado com "os meninos" já incorporados ao New Wave, mas o maior impacto foi impresso nas faixas do disco. Sofrendo nitidamente essa interferência musical, as músicas ganharam uma melodia com pegada mais acelerada e "moderna", colocando o samba totalmente de lado e priorizando uma sonoridade quase que institucionalizada pelo sudeste do país.
Essa mudança sonora e a incorporação de elementos sonoros que sugerissem modernidade na música de A Cor do Som, deve ter sido um reflexo direto das mudanças que o grupo sofreu na época. Armandinho saiu em 1981 e foi substituído por Victor Biglione, que manteve a mesma musicalidade da banda. Nesse disco, em particular, a banda gravou sem Victor que foi substituído por Pedrinho Santana, que participou dos dois discos anteriores.
"Arrastando corrente", um rock moderno para a época, refletia outra das influências da época. "Som da cor" e "Ela vai ter que me escutar", são puro New Wave. A canção mais próxima do estilo que consagrou o grupo é "Vida que passamos" e "Tudo o que você quiser", são das poucas que ainda encontramos um pouco do som feito por eles em outros discos. "Bomba no vestibular" é um dos poucos reggaes gravados pelos meninos, mas de forma geral, o disco é regido pelo pop rock que se desenhava na época (influenciados pelo New Wave) e variação dos vocais nas músicas.
No fim das contas não desejo criticar negativamente, só destaco esse disco como um rompimento quase que completo com a antiga sonoridade que popularizou o grupo por todo o país e que só seria reencontrada anos depois, após os músicos originais decidirem reunir-se novamente para um ou dois projetos isolados.
Lista de músicas
1. Arrastando Corrente
2. Som da Cor
3. Ela vai ter que me escutar
4. Vida que passamos
5. Que flor é você?
6. Acho que ela gosta
7. Eu quero é bem mais
8. Navegante
9. Tudo o que você quiser
10. Bomba no vestibular
Trio Elétrico Tráz os Montes - Watts Mil de Prazer (1982)
Trio Elétrico Tráz os Montes - Watts Mil de Prazer (1982)
A banda Tráz Os Montes foi criada para acompanhar o bloco de mesmo nome. Contando com um grupo de excelentes músicos, chegou a lançar pelo menos dois discos, ambos em 1982. Um deles com a banda Scorpius que, naquele momento seria relançada com um novo nome, Chiclete com Banana. Essa jun';cão, na verdade, surgiu meio que como uma formalidade para apresentação da Chiclete, que era uma das bandas principais do Bloco e Trio Tráz os Montes.
Mas o foco desse texto é o outro disco da Tráz os Montes, Watts Mil de Prazer (1982). O disco é incrível, hoje um dos mais raros da música baiana. A sonoridade carnavalesca da época é a tônica do disco que conta com composições de nomes emblemáticos da MPB, como por exemplo, Tuzé de Abreu ("Vivendo em Paz"), Alceu Valença e Vicente Barreto ("Tropicana") e, ainda, a dupla Jorge Alfredo e Chico Evangelista ("Esperando Badauê").
Lista de músicas
1. Quanto mais quente melhor
2. Negro Nagô
3. Afrodizíaca
4. Watts mil de prazer
5. Vivendo em paz
6. Tropicana
7. Menina ao vento
8. Acorda pra cuspir
9. Esperando badauê
10. Frevo diminuto











