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Sá Róris



O multiartista Sá Róris, nasceu em Curuçã, cidade do interior da Bahia. Ilustrou e redigiu para o mítico jornal Fôia dos Rocero, mas se destacou mesmo na música. Compositor de valsas, sambas e músicas para o carnaval, teve suas composições gravadas por artistas como Carmen Miranda, Dircinha Batista, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, entre tantos outros.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Antonio Manoel do Espírito Santo




Representante da música instrumental da Bahia, Antonio Manoel de Castro é responsável por um dos maiores sucessos instrumentais dessa época a "Canção do Marinheiro" também conhecida como "Cisne Branco". Nascido na cidade de Maragogipe, conhecida pelo tradicional carnaval de máscaras, compôs sua primeira canção aos 15 anos e demonstrou que levava jeito para a música.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Duque - Antonio Lopes de Amorim Diniz


Cartaz de uma de suas apresentações pelo mundo

Antonio Lopes de Amorim Diniz, mais conhecido como Duque do Maxixe era Dentista, mas o que lhe rendeu fama mesmo foi o talento artístico. Ator, dançarino magnífico e cantor expandiu sua fama pelo mundo. Foi um dos primeiros a gravar no moderno sistema de som da Odeon.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Artur Castro Budd


Artur Castro Budd

Artur Castro Budd foi interprete de destaque da música popular brasileira, na década de 1910. Conquistou fãs dentro e fora do país, apresentando-se como interprete, mas também fez carreira como ator de teatro musicado. Motivado a apresentar um trabalho de qualidade cravou seu nome na história da música popular da Bahia!

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia

Baiano




Não dá para negar que a cidade de Santo Amaro da Purificação é um berço de grandes artistas. Entre os ilustres filhos da terra, está o cantor Baiano. Batizado como Manuel Pedro dos Santos, Baiano destacou-se por diversas questões. Entre os motivos que destacaram Baiano, está o fato de ter sido o primeiro cantor, de que se tem notícia, a gravar uma música em disco. É também detentor de outro título, o de ter sido o primeiro cantor a gravar um samba, "Pelo Telefone", do compositor Donga.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia, 2018.

Tia Ciata



   A santoamarense Hilária Batista de Almeida ou, simplesmente, Tia Ciata, sem dúvida alguma, configurou-se como importante figura na propagação da cultura baiana para o Sudeste brasileiro. Guarda junto à fama de excelente quituteira, a importante consideração de ter sido também a responsável por levar o samba, sonoridade criada na Bahia, para fora do Estado. As rodas de samba realizadas em sua casa, assim como a acolhida à músicos em início de carreira e alguns bambas veteranos cariocas, marcou a expansão e consolidação definitiva do samba como original gênero musical brasileiro.

Fonte: Guia da Música Popular da Bahia, 2018

História da música popular da Bahia é contada em livro



Obra faz levantamento de importantes nomes que fazem e fizeram parte da construção da MPB da Bahia



   No ano de 2003 fomos surpreendidos com a publicação da obra O Livro de Ouro da Música Popular Brasileira, de Ricardo Cravo Albin. Nessa publicação o autor apresenta uma pesquisa que remonta, de maneira heroica, grande parte da história da música popular brasileira. Outro grande nome dedicado ao tema é José Ramos Tinhorão, um dos maiores nomes da história quando se fala em música popular brasileira. Inspirado pelo trabalho desses dois pesquisadores, um outro Ricardo oferece suas modestas contribuições, porém, no remonte da história da música popular da Bahia. Foi publicado hoje (23/04/2018), Dia Internacional do Livro, a obra Guia da Música Popular da Bahia, do pesquisador independente Zé Ricardo Machado.

   Foi em 2011, pouco antes da conclusão da sua graduação em Comunicação Social/ Jornalismo que surgiu a ideia de escrever sobre o tema, porém a pesquisa só teve início efetivamente no ano seguinte. Dedicando grande parte do seu tempo no levantamento de informações para montar parte do que ele chama de “quebra-cabeças historiográfico da MPB baiana”, Zé Ricardo Machado conta que conseguiu reunir cerca de 500 referências (a partir do século XVII) entre músicos, intérpretes, locais e movimentos musicais que fazem parte da história da MPB baiana.

   Para o autor a parte mais difícil foi a falta de algum “sistema” ou dispositivo onde se pudesse encontrar pelo menos o básico sobre esses nomes. Através de entrevistas, diálogos e do contato com discos, filmes, reportagens para TV, livros, artigos e matérias de jornais e revistas, Zé Ricardo Machado consegue guiar o leitor, quase que cronologicamente, pela história que remonta um importante aspecto da cultura baiana, a música. Por outro lado, o Guia da Música Popular da Bahia pode ser considerado o pontapé inicial para o desenvolvimento de outros projetos similares.

   O objetivo de Zé Ricardo é possibilitar que pesquisadores e curiosos possam conhecer um pouco mais sobre as consideráveis figuras, sejam elas conhecidas ou não, que compõem a história musical da Bahia e que colaboraram ou colaboram para a manutenção e renovação desse importante bem imaterial. A versão impressa do Guia da Música Popular da Bahia (Brasil, idioma português, 302 páginas) está inicialmente disponível pelo site americano da Amazon (www.amazon.com), com distribuição para Brasil, Estados Unidos e alguns países da Europa.

Serviço:
O que: Guia da Música Popular da Bahia
Autor: Zé Ricardo Machado
Onde encontrar: www.amazon.com
Preço: $11,00

André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)

por Ricardo Machado

André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)



Escutar André L.R. Mendes é sempre uma experiência incrível. O primeiro contato com o trabalho do músico, foi com SurfBudismo (2014). A partir daí, curioso em conhecer mais da sonoridade deste artista, fui fazendo uma viagem cronológica em seus trabalhos, que começou com Maria Bacana (1997). Navegando pelos mares e oceanos musicais do André, fiquei encantado com os tesouros que descobri.

Descobri André L. R. Mendes em 2014, enquanto pesquisava para o Guia de Música Popular da Bahia (a ser publicado em outubro de 2016). Na ocasião, li uma matéria do Jornal A Tarde sobre o lançamento de seu novo disco. Fiquei realmente feliz com tudo o que encontrei: um músico ousado em suas atitudes e em sua sonoridade ímpar - sim, o som é inconfundível! Em 2015, com Arquipélago, André mexe com as estruturas da produção musical baiana mostrando que é possível oferecer algo de qualidade cobrando pouco (acho que até "pouco demais").

Hoje, três anos após minha primeira experiencia e depois de me emocionar ouvindo "Casas" (2015), sou presenteado com uma nova aventura conduzida por André. Em Todas as Cores, o músico e produtor continua a nos conduzir por novos caminhos, novos oceanos. Os temas "marítimos", presentes desde 2011, ainda aparecem, mesmo que pouco, porém, a genialidade de André está lá; sua sonoridade distinta também está lá. Somam-se agora o desejo de transmitir uma mensagem ainda mais positiva e um trabalho com ainda mais qualidade.

"Vida" abre o novo disco e sugere uma reflexão sobre as questões comuns do dia a dia e também dos nossos relacionamentos. "Amsterdã", a minha favorita, trata das nossas dualidades, desejos e inconformismos. Em "Naufrágios", André mostra maturidade na letra e nos vocais e a "experiência que o tempo nos dá". No caso do músico, o tempo tem lhe trazido também sabedoria e maturidade profissional. "Naturalmente" talvez seja a música mais tocante do disco - por favor, não peçam para explicar porquê! Apesar de destacar estas quatro canções, é impossível selecionar algumas faixas apenas, o álbum é incrível e tão bom de ouvir que o desejo é de repetir novamente e novamente e novamente...

A inovação musical proposta por André L. R. Mendes se estendeu à produção e, agora, ele dá mais um passo. A forma de distribuição do trabalho continua independente, assim como nos álbuns anteriores, porém, ele não depende de nenhuma plataforma de música digital pra isso. Ineditamente, André conseguiu, junto à diretoria do Mercado Livre, a possibilidade de vender pelo site o download de seu trabalho. Assim, aos 40 anos, comemorados no último dia 15 de julho, nosso aventureiro abre mais uma possibilidade, mesmo que relativamente simples, para os músicos independentes, com certeza fará escola, dando novos tons e novas cores à música baiana.

Escute o disco aqui!
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3 Clássicos do Carnaval da Bahia - Vida Boa

3 Clássicos do Carnaval da Bahia - Vida Boa



"Luar no mar vendo a canoa passear..." ... Quem não conhece essa frase do cancioneiro popular da Bahia?

"Vida Boa"é a segunda faixa do disco Folia Elétrica (1982), quando o grupo musical da família Macêdo já sustentavam a nova nomenclatura - Armandinho e o Trio Elétrico Dodô & Osmar - e, cronologicamente, também é o segundo dos três grandes clássicos do Carnaval da Bahia.

Assim como "Chão da Praça", "Vida Boa" também foi composta por Fausto Nilo, porém, dessa vez em parceria com Armandinho Macêdo. Gravada em Folia Elétrica pelo próprio Armandinho, "Vida Boa" tornou-se um hino da baianidade que, em suas entrelinhas retrata exatamente quem é o baiano: em resumo "um ser" que vive numa terra com influencia das águas e dela tira seu sustento e sua diversão, "um ser" que sonha com uma vida melhor e que sabe a importância de correr atrás para transformá-lo em realidade, que sabe valorizar as boas amizades e que sabe reconhecê-las em qualquer circunstancia, assim como não abre mão de viver seus amores da maneira mais dengosa possível.

Vida Boa
Armandinho e Fausto Nilo

Luar no mar
Vendo a canoa passear
E a vida boa passa
Do real que há, coração
Será que tá boa?

Na paz depois
Depois da paz
Eu quero paz
Aonde um sonho vai
Meu sonho vai
Meus sonhos vão

A parte quente
De repente tá na mão
Meu coração

Você que faz
A minha vida variar
Tá na luz que passar pelo ar
Passa também pelo seu olhar
Ai morena passa o que eu sonhar
Que mágica boa

Meu amor cadê você
Olê olê olá
Ei você olê olá

Olê olá que
Pra essa canoa não virar
E a vida boa na cabeça vadiar, coração
Será que tá boa?

Na paz depois
Depois da paz
Eu quero paz

Aonde você vai
Meu sonho vai
Meus sonhos vão
A parte quente que
Presente a sua mão
Meu coração

Você que faz a minha vida variar
Tá na luz que passa pelo ar
Passa também pelo meu olhar
Ai morena abraça se eu chorar
Que mágica doida

Meu amor cadê você
Olê Olê Olá
Ei você olê olá

3 Clássicos do Carnaval - Chão da Praça


3 Clássicos do Carnaval da Bahia
"Chão da Praça"



Sob o som do Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, temos pelo menos 3 clássicos do carnaval da Bahia: "Chão da Praça", "Vida Boa" e "Chame Gente" - vamos relembrar?

Segue a letra:

Chão da Praça
(Moraes Moreira e Fausto Nilo)

Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor

Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)

Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)

Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça (2x)


Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)

Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)

Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça

"Chão da Praça"está no disco Ligação (1978) de Armandinho e o Trio Elétrico Dodô & Osmar.

Baiano - Manoel Pedro dos Santos (1870 - 1944)

Baiano - Manoel Pedro dos Santos

1870 - 1944




Se é para falar de primórdios, impossível não citar Bahiano (ou Baiano). Uma das figuras mais importantes da música brasileira Bahiano ou Manoel Pedro dos Santos, está ligado diretamente a importantes fatos de nossa história cultural.

Nascido na cidade de Santo Amaro da Purificação, em 05 de dezembro de 1870, Baiano é o dono da voz que registra a primeira obra gravada na história da música brasileira. Consta nos registros da antiga gravadora Casa Edison, sob o número de Zon-O-Phone 10.001, a gravação feita pelo artista para a música "Isto É Bom", lundu composto por outro baiano, Xisto Bahia, portanto foi feita por um baiano a gravação da primeira obra .

Entre as gravações feitas por Bahiano, encontramos ainda "Luar de Paquetá", "Papagaio Come Milho" e outro grande sucesso da época "Pelo Telefone" - este o primeiro samba a ser gravado com letra, em disco, na história da música brasileira.

> Antes da gravação de Baiano para "Pelo Telefone", a Banda Odeon havia gravado uma versão instrumental. 

Discografia (parcial):

1902 - Isto é Bom (Zon-O-Phone 10.001)
1902 - Bolin Bolacho (Zon-O-Phone 10.002)
1902 - A Pombinha Lulu
1909 - Os Colarinhos
1909 - O Taco
1903 - O Genro e a Sogra - música gravada com participação da Senhorita Consuelo
1904 - Cocorocó - música gravada com participação da Senhorita Consuelo
1912 - Os Mosquitos
1913 - A Viola Está Magoada
1916 - Pelo Telefone
1920 (década) - Papagaio Come Milho
1921 - Ai, Amor
1922 - Luar de Paquetá

Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Já perdemos a conta de quantas vezes escutamos Bora Bora Bora, do Bailinho de Quinta. Para nós, um dos melhores discos lançados na Bahia em 2014! O Bailinho é composto por músicos com (boas) experiências musicais anteriores - Graco (Scambo), Thiago Trad (Cascadura) e Juliana Leite (Orquestra do Maestro Zeca Freitas).

No repertório para shows, eles mesclam marchinhas clássicas, sucessos da MPB e o marchinhas compostas especificamente para este disco. Já em Bora Bora Bora encontramos predominantemente novas marchinhas mas, para o final foi reservada uma grande surpresa. Arriscamos que apresentar no disco quase somente marchinhas inéditas é que torna Bora Bora Bora um disco maravilhoso!

Lista de músicas

1. O Bloco vai passar
2. Malucada
3. Minha Loucura
4. Vou te pegar
5. Marcha Cigana
6. Palhaço palhaço
7. Amor de Carnaval
8. Chuva Chover
9. Coisa Linda
10. Zoológico
11. Pra frente e pra trás
12. Balança o saco

Simone Moreno - Samba Makossa (2006)


Simone Moreno - Samba Makossa (2006)



Anos após a experiência de comandar uma banda de tradição - Novos Bárbaros, escola de grandes nomes da música baiana - Simone Moreno arriscou seguir carreira, e deu certo. Estourada no exterior, mas extremamente respeitada em sua terra natal, tornou-se uma artista incansável. Colecionadora de grandes êxitos também nessa fase, Simone Moreno lançou um dos discos mais incríveis de um artista baiano Samba Makossa (2006).

Muito mais popular no exterior do que em seu país de origem, Simone Moreno montou seu Samba Makossa com um repertório irretocável e o fez com incrível cuidado. Esse repertório fica ainda mais excitante devido a potencia da voz de Moreno, que mostra que tem personalidade. Sim, em certo momento ela lembra Elza Soares ou mesmo Fafá de Belém, mas apenas lembra. Como dissemos, ela demonstra  que tem, sim, personalidade e forte - tão forte quanto sua incrível voz.

Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...

O repertório riquíssimo reúne alguns de nossos clássicos compositores como Jorge Benjor ("Umbabarauma"), Gilberto Gil ("Meio de Campo", "Expresso 2222"), Chico Science ("Samba Makossa"), Dorival Caymmi ("Rainha do Mar") e Walter Queiroz ("Filho da Bahia"), além de outros nomes, inclusive a própria Simone.

Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora  e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.

Lista de músicas

01. Umbabarauma
02. Meio de Campo
03. Vem pra Bahia (Vi Drar Till Malmö)
04. Bahia Minha Preta
05. Espresso 2222
06. Samba Makossa
07. Canto das Tr^es Ra'cas
08. Rainha do Mar
09. Filho da Bahia
10. Vai Vadiar

Jheremias Não Bate Corner Jammil - Jheremias Não Bate Corner (1996)

Jheremias Não Bate Corner Jammil - Jheremias Não Bate Corner - 1996



O terceiro álbum da banda Jheremias Não Bate Corner, que mais tarde mudaria o nome para Jammil e Uma Noite (e logo após simplificaria para Jammil), é um típico disco de verão. Letras que tratam de romances temporários, musas de mores impossíveis, amigos reunidos e praia! Mas não por isso é um disco ruim, não! Muito pelo contrário, o que o faz um disco bacana é o descompromisso das letras, muito simples e versando sobre assuntos simples.

"Ah, mas essa é a fórmula padrão: ritmo + letras simples = música de verão". Tudo bem, pode ser. Mas os caras fizeram tudo de uma maneira leve e nos permite chegar até o fim do disco sem nem perceber. Não é forçado e nem cansativo, mas também não é o melhor disco da banda. Curioso é que esse disco foi incorporado à discografia do Jammil, por ter nele a base da formação dessa banda, e não à do próprio Jheremias.

Esse disco traz algumas dos principais hits da axé music, como "Pra te ter aqui", "Milla", "Acabou" e uma regravação de "Odara" de Caetano Veloso.
Enfim, escute e tire suas conclusões:

Lista de músicas:

1. Pra te ter aqui
2. Então não chore não
3. Milla
4. Você se queixa
5. Odara
5. Quem vai ficar?
7. Vou lembrar
8. Maria
9. Deixe Disso
10. Mansão do Sol Nascente
11. Acabou

Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)


Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)



Escutar este disco da Banda Fuzuê nos possibilita uma verdadeira viagem no tempo. Um dos motivos é a sonoridade alcançada pela banda naquele momento em que a música baiana seguia por um outro caminho, mais contemporâneo. Uma parcela das bandas e músicos continuava a fazer o mesmo tipo de música, dando uma continuidade ao samba-reggae menos percussivo e com mais metais. No meio de algumas dezenas de bandas estava a Fuzuê.

Em seu disco de estreia Banda Fuzuê (1993), eles trazem o que, sem dúvida um dos maiores sucessos da música baiana "Buzu" - gravada na voz de Malu Soares que dividia o vocal com o cantor Nanny Assis. A música, composta pelo mestre da música baiana Tonho Matéria, foi cantada exaustivamente no carnaval da época. Curioso que, além de sucesso nas rádios, era cantada pelas pessoas na rua como uma espécie de crítica ao transporte público da cidade, aliás, muitas vezes ainda se escuta essa música como crítica. No disco constam ainda uma versão para "Avisa Lá", gravada inicialmente pelo Olodum e "Guerreiro de Jah" que foi muito cantada nas ruas, mas que não muito tocada nas rádios.

Surpresa: Para quem não sabe, o Maestro Bira Marques, da Orquestra Afrosinfônica era tecladista da banda e foi o arranjador deste disco.

Lista de músicas:

1. Se toque
2. Tapete Preto
3. Cascalho de Pedra
4. Tanto Faz
5. Buzu
6. Flores de Setembro
7. Avisa Lá
8. Guerreiro de Jah
9. Me vestia de alegria
10. Cigana Nagô
11. Poeira no Pé
12. Puro feito fruto


Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)


Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)



O Canto da Cidade é o segundo álbum solo da cantora Daniela Mercury. Neste novo trabalho a cantora apresenta uma identidade musical ainda mais forte que  no primeiro disco Daniela Mercury - também conhecido como Swing da Cor. Antes destes dois discos, a cantora havia lançado pelo menos dois discos com sua antiga banda a Companhia Clic.

Em O Canto da Cidade, Daniela reafirma sua forte relação com o samba-reggae, mas não deixa de brincar com novas possibilidades. A faixa de abertura é a que da nome ao disco. Forte, mas de letra fácil de ser absorvida, "O Canto da Cidade", traz a conhecida frase "A cor dessa cidade sou eu/ O canto dessa cidade é meu", em que Daniela dá voz à raça e à musicalidade negra baiana - a cor e o canto de que a letra fala não são da Daniela, mas sim, da comunidade negra da Bahia. A letra foi escrita por Daniela, mas também por um dos mais significativos nomes da música baiana, Tote Gira.

"Batuque", segunda faixa, de um swing incrivelmente baiano, foi composta por outros grandes nomes da música baiana Rey Zulu e Genivaldo Evangelista. Em "Você não entende nada", de Caetano Veloso e Chico Buarque, Daniela começa a flertar firme com outras esferas musicais, e o resultado excelente. Jorge Portugal nos brinda com "Bandidos da América" que felizmente foi gravada neste disco por Daniela. "Só pra te mostrar", de Hebert Viana, está no disco, e conta com participação especial do próprio. Outro hit dos álbum é "Mais Belo dos Belos", composta por Guiguio, Valter farias e Adailton Poesia. Fecha o disco o frevo "Monumento Vivo", uma grande composição de Moraes Moreira e Davi Moraes.

Em O Canto da Cidade, iremos encontrar ainda composições de Ramon Cruz, Toni Augusto, Jorge Xaréu, Durval Lelys, Armandinho Macedo e Edmundo Caroso ("Exótica das Artes"), Carlinhos Brown.

Lista de Músicas:

1. O Canto da Cidade
2. Batuque
3. Você não entende nada
4. Bandidos da América
5. Geração Perdida
6. Só pra te mostrar
7. O mais belo dos belos
8. Rosa Negra
9. Vem morar comigo
10. Exótica das Artes
11. Rimas Irmãs
12. Monumento Vivo

Banda Patrulha - Orixás (1992)

Banda Patrulha - Orixás (1992)



Incrível como ainda hoje, muita gente trata a música baiana como rasa, sem conteúdo ou "música de uma nota só". Apesar de reconhecer a falta de qualidade em grande parte das produções, não dá para colocar tudo no mesmo bojo. Generalizar para o negativo é fácil, mas é difícil reconhecer que muito da axé music tem qualidade sim.

Não me refiro a artistas contemporâneos que, unindo talento e tecnologia, conquistaram patamares estratosféricos. Estou me referindo a artistas que pegaram momentos difíceis como a transição da década de 1980 para 1990. Muitas identidades se perderam. Muita música desapareceu. Muitos artistas se apagaram. Mas é neste momento caótico que uma moça de sorriso largo e olhos brilhantes se destaca. Acompanhada de uma banda poderosa, (André Lima e Adson Tapajós na percussão, Neto na bateria, Marcos Costa na guitarra, Marcelo Gomes no baixo, Nétia (backing vocal) e Leco Maia teclado e voz), Cátia Guimma chamou atenção de todos.

É claro que Cátia não fez nada sozinha, esse conjunto de grandes músicos formavam a Banda Patrulha, que anos antes chamava-se Banda Futuca, mondata inicialmente para puxar o bloco homônimo no carnaval da Bahia. Tendo três discos em seu currículo, a Patrulha fez história. E continua, tendo Leco Maia soberano à frente de todo o trabalho, desde que Cátia saiu em carreira solo. Dos três discos, destacamos aqui o primeiro, Orixás (1992). Deste LP, saíram três grandes sucessos da música baiana: "Orixás" (Leco Maia), "Crina Negra" (Edinho Moraes e Robertinho do Recife) e "Semente de Prazer" (Jero).

"Orixás", faixa que dá nome ao disco, é uma das mais belas composições da música baiana. Uma grande exaltação às belezas naturais e humanas que este pedaço de Brasil oferece e que, muitas vezes é confundido com subserviência. A voz de Cátia se encaixou perfeitamente à canção.

"Crina Negra", um sucesso gravado e regravado por diversos artistas brasileiros, também fez sucesso através da Patrulha. Galope de primeira, composto pela dupla Edinho Moraes e Robertinho do Recife, traz em sua essência a força da música nordestina.

Por fim, a não menos importante, "Semente de Prazer", foi composta por Jero e tornou-se uma das músicas mais cantadas dos carnavais baianos. Fortemente influenciada por ritmos latinos, "Semente de Prazer" já fazia parte do repertório da banda Futuca e foi grande sucesso do carnaval de 1991.

Importante destacar que este disco traz ainda composições de Beto Jamaica, Jamilton Luz e Rey Zulu.

Lista de músicas:

1. Orixás
2. Suor e cerveja
3. Paz do Senhor
4. Olodum já
5. Crina Negra
6. Você me leva
7. Semente de prazer
8. Teu Olhar
9. Me faz delirar
10. Amor de menino

Maria - Safadinha (1991)



Maria - Safadinha (1991)



A música popular da Bahia também contou com representantes do segmento infantil. Muito antes da onda para "baixinhos", "pequeninos", e etc, nossa terra viu surgir artistas como Tia Arilma e suas pupilas Geisa e Paty Fofolete. Mara Maravilha também foi uma das pupilas de Arilma e, em seus tempos áureos, revelou outros nomes da música infantil. Entre as mais conhecidas dos anos 1990, estava a pequena Maria.

Tendo lançado apenas um disco em toda a sua carreira, a pequena e espevitada Maria chegou a emplacar até trilha sonora em novelas. Na Bahia, tornou-se uma febre entre crianças e adolescentes. Muito popular, chegou a tocar nas rádios, mas foi através da TV que ficou realmente muito famosa.

Em seu disco  Safadinha (?!?), lançado em 1991, Maria canta de tudo. lambada, frevo, pop... Empreende em todas as faixas uma dedicação incrível e os resultados são realmente positivos. "Safadinha", faixa título do disco é uma lambada que tocou bastante na época e o frevo "Hora da Alegria", também merece destaque. "Varinha de condão" ficou famosa em todo o Brasil, como tema da primeira versão da novela Carrossel, assim como "Viagem Maluca" que tem participação especial da madrinha Mara Maravilha - na época, exclusividade da EMI/Odeon.

Mas uma das músicas mais fortes da Maria Sapequinha, foi "Merenda". Os arranjos dessa lambada são realmente tão marcantes e tão bons quanto uma música pensada para um adulto gravar - na época. Maria se saiu muito bem, tão bem que essa música era cantada frequentemente pelas crianças da época, principalmente aquelas que assistiam os programas vespertinos do SBT.

Por incrível que pareça, nada que remeta a samba ou samba-reggae aparece nesse disco. Talvez por ter sido produzido visando atingir também o público do sudeste. Ainda assim, a baianidade está perceptível no disco, pois o sotaque baiano está firme alí no canto da Mariazinha. A produção deste disco gravado no Estúdio Concorde, de São Paulo, teve participação ativa da dinda Mara Maravilha e do conhecido Arnaldo Sacomani


Lista de músicas:

1. Safadinha
2. Hora da Alegria
3. Como é bom ser criança
4. Aprender a ser feliz
5. Criança ternura
6. Viagem maluca
7. Mundo colorido
8. Merenda
9. Dó-Ré-Mi
10. Varinha de condão

Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)


Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)



A banda baiana Avatar, fez grande sucesso no final da década de 1980 e início de 1990. Aproveitando a grande onda de ritmos latinos e da lambada, ritmo caribenho que invadiu o Brasil nessa época, a banda fez muito sucesso. Seu repertório era composto basicamente por versões para hits da lambada francesa e de países latinos. No currículo da banda, temos o registro de dois LPs, porém, neste post trazemos aqui um breve comentário sobre o primeiro: Lambadas Vol.1 (1988).

Abre o disco "Isso é bom", versão para a famosa "Cuisse La" conhecida também como "Melô do Tipiti"ou ainda "Wipitipiti", música do Les Aiglons, lançada no Brasil no volume dois da série de discos Lambadas Internacionais. No vocal do Avatar está um dos ícones da música baiana dos anos 1980, Ademar Andrade (Furtacor), responsável por ritmar as versões em português. Outro grande sucesso da época foi "Truzulu da Marieta", segunda faixa do disco.

Impossível ignorar, "Mulé Fubanga", para nós o maior sucesso extraído desse disco, curiosamente não cantada por Ademar, mas sim por Meg Evans, voz feminina da banda. Foi gravada, ainda para este mesmo disco, uma versão de "Lambada" (do grupo Kaoma), que no álbum foi registrada como "Dançando lambada".

Lista de Músicas:

1. Isso é bom
2. Truzulu da Marieta
3. Lambadeiro do Amor
4. Mulé Fubanga
5. America In Bahia
6. Tô gamado em Você
7. Melo da Cajá
8. Dançando Lambada

Letra

Mulé Fubanga

Oyê, papasito
Ai, ai, ai

Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga

Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga

Tira a mão daí ladrão
Tira a mão dai ladrão
Tira a mão daí ladrão do meu coração

Ligeiro amor, ligeiro
Mainha tá chamando
Ligeiro amor, ligeiro
Painho tá chegando

Ai, ai, amor
Que eu não tô mais aguentando
Ai, ai, amor
Que eu tou quase desmaiando
Ai, ai amor
Tou com a perna bambeando

Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga

Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga

Banda Made In Bahia - Liberdade (1988)


Banda Made In Bahia - Liberdade (1988)



Para a música baiana, os anos 1980 foram historicamente, uma década marcante. Entre tantos sucessos musicais que emergiram de toda a cidade, pelo menos três em 1988, surgiram do mesmo disco. Liberdade, da banda Made In Bahia, lançado pela Continental, reunia um forte grupo de compositores e artistas e tornou-se um importante disco de nossa música popular, porém, não lhe foi dada tanta atenção.

Os três grandes sucessos do disco foram "Pim Pirilim Pim Pim", de Gerson Brasil, "Revoluções" de Tenilson dos Anjos Casaes e Sergio Roberto Barbosa e "Liberdade" de Nelly Santana e Mara Mel.  - aliás, é de Mara Mel a voz feminina da banda. Destes três sucessos, dois foram registrados na voz da cantora ("Pim Pirilim Pim Pim" e "Liberdade").

Nesse segundo disco da banda Made In Bahia, gravado no lendário Estúdio WR, colaboraram ainda Carlos Pita, Ademar (Furtacor) Andrade, Edmundo e Luciano Carôso e Rey Zulu.

Liberdade (1988)
Lista de músicas:

1. Pim Pirilim Pim Pim
2. Revoluções
3. Concha da Ilha
4. Samba de São João
5. Estrelas e Balões
6. Liberdade
7. Baile do Coração
8. Mensagem ao Povo de Moçambique

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