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Thathi - Não Sei Se Te Contei (2014)
Thathi - Não sei se te contei (2014)
Rock romântico de Thathi em uma pequena e boa dose - pra ficar na vontade
Rock romântico de Thathi em uma pequena e boa dose - pra ficar na vontade
O rock romântico de Thathi é trazido à tona mais uma vez a partir das quatro faixas que compõem Não Sei Se Te Contei. O EP foi lançado em novembro de 2014, mas algumas faixas foram apresentadas pela cantora no show de Isabela Taviani em setembro do mesmo ano, no Teatro Castro Alves.
Não sei se te contei (2014)
Lista de músicas
1. Na Sua
2. A face falsa do amor
3. Não sei se te contei - com Hebert Viana
4. Sujeito Imperfeito - com Isabela Taviani
Um disco pra se deliciar e aproveitar todas as magnificas faixas na voz forte de Thathi.
Alline Rosa - Estilo Meu (2014)
Alinne Rosa - Estilo Meu (2014)
Conversando com um amigo, ele comentou que pelo menos 3 artistas mudariam de estilo ao lançar seus novos trabalhos: Bel Marques, Carla Cristina e Alinne Rosa. Ledo engano, baby! Eu não levei muita fé... Os três permaneceram na zona de atuação das bandas de onde saíram. Apesar da tentativa frustrada do ex-chicleteiro...
No caso de Alinne Rosa, era de se imaginar que ela permaneceria sim na axé music e ainda, tentaria acrescentar algo inusitado. Dito e certo! Com o lançamento do EP Estilo Meu (2014), pudemos ver a mesma Alinne da Cheiro de Amor, porém, com um som um pouco mais agressivo e letras menos fáceis de serem cantadas - óbvio que nada Gregoriomatense...
Estilo Meu é um EP bacana. Abre com o axé metalizado da faixa título e segue com a romântica "Nada Está Normal" (com direito a videoclipe!). Volta pro axé com "Chegue Chegando" - que, se bem trabalhada, seria uma forte concorrente como música do carnaval do ano! Nesse mesmo EP está "Complicamos Demais", que foi tema da personagem Helena, da novela Em Família.
Estilo Meu (2014)
Lista de músicas
1. Estilo Meu
2. Nada Está Normal
3. Chegue Chegando
4. Complicamos Demais
5. Pulaê
Simone Moreno - Samba Makossa (2006)
Simone Moreno - Samba Makossa (2006)
Anos após a experiência de comandar uma banda de tradição - Novos Bárbaros, escola de grandes nomes da música baiana - Simone Moreno arriscou seguir carreira, e deu certo. Estourada no exterior, mas extremamente respeitada em sua terra natal, tornou-se uma artista incansável. Colecionadora de grandes êxitos também nessa fase, Simone Moreno lançou um dos discos mais incríveis de um artista baiano Samba Makossa (2006).
Muito mais popular no exterior do que em seu país de origem, Simone Moreno montou seu Samba Makossa com um repertório irretocável e o fez com incrível cuidado. Esse repertório fica ainda mais excitante devido a potencia da voz de Moreno, que mostra que tem personalidade. Sim, em certo momento ela lembra Elza Soares ou mesmo Fafá de Belém, mas apenas lembra. Como dissemos, ela demonstra que tem, sim, personalidade e forte - tão forte quanto sua incrível voz.
Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...
Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...
O repertório riquíssimo reúne alguns de nossos clássicos compositores como Jorge Benjor ("Umbabarauma"), Gilberto Gil ("Meio de Campo", "Expresso 2222"), Chico Science ("Samba Makossa"), Dorival Caymmi ("Rainha do Mar") e Walter Queiroz ("Filho da Bahia"), além de outros nomes, inclusive a própria Simone.
Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.
Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.
Lista de músicas
01. Umbabarauma
02. Meio de Campo
03. Vem pra Bahia (Vi Drar Till Malmö)
04. Bahia Minha Preta
05. Espresso 2222
06. Samba Makossa
07. Canto das Tr^es Ra'cas
08. Rainha do Mar
09. Filho da Bahia
10. Vai Vadiar
As Meninas - Louca Por Você (2002)
As Meninas - Louca Por Você (2002)
Louca por você, terceiro disco da banda As Meninas, não foi um discos de grandes sucessos, mas sim um disco de boas músicas. Vindo de uma fase muito promissora, decorrente dos dois primeiros álbuns lançados, As Meninas capricharam no novo trabalho, mas apesar da excelente produção, não decolou.
Podemos destacar "Largadinho" como a música mais tocada do disco. Apesar da bem aceitação por parte da crítica e do público, não foi um sucesso tão grande a ponto de segurar o disco. Mas impossível não citar músicas excelentes como "Louca por você", "Balanço da roseira", "Mamãe me ouça" - que chega mais próxima da sonoridade que tornou a banda conhecida, "Tudo em cima", o côco "Pizza com dendê" uma das melhores do disco. Destacamos ainda uma versão de "Cambalhacho", de Walter Queiroz, "Não dá, meu nego, não dá" e, por fim, a faixa "A tribo",
Lista de músicas
1. Balança a roseira
2. Mamãe me ouça
3. Largadinho
4. Tudo em cima
5. Pizza com dendê
6. Ai caramba
7. Canbalacho
8. Não dá, meu nego, não dá
9. H2O
10. Parará
11. A tribo
12. Diga que sim
13. Todos os sambas
A Cor do Som - Ao Vivo no Circo (1996)
A Cor do Som - Ao Vivo no Circo (1996)
Na maioria dos casos os "revivals" de grupos musicais, que ficaram inativos por muito tempo, ou que mudaram de formação (de forma natural) são sempre muito bem sucedidos. Se os músicos envolvidos forem realmente bons e a produção for levada à sério, a possibilidade do resultado ser ainda melhor, são bem possíveis. Em alguns casos, quando essas duas características positivas são unidas ao desejo de realizar um trabalho de qualidade, o resultado é realmente pode superar todas as expectativas. E é assim que vejo A Cor do Som Ao Vivo no Circo (1996) - na minha humilde opinião, é uma das melhores reuniões de ex-membros de grupo ou grupo musical inativo.
Reuniram-se para o gravar o disco Armandinho Macedo, Ary Dias, Dadi Carvalho, Gustavo e Mú Carvalho. O grupo estava afiadíssimo. A vontade de tocar ficou ainda mais clara com o passar de cada música. Não adianta descrever o que achei do disco, pois nada substitui a experiência de você mesmo(a) escutar o álbum e tirar suas próprias conclusões. Mas vamos lá! "Beleza Pura", canção que abre o disco, chega a arrepiar. O mash-up "Zero" + "Abri a Porta", ficou incrível. "Menino Deus" ainda mais emocionante - dá pra perceber a euforia da platéia durante toda a apresentação.
Foi inserido no repertório também uma versão de "Yesterday", dos Beatles, com a emocionante execução de Armandinho e sua guitarra baiana. "Suingue Menina - Semente Menina" está fantástica. "Frutificar" e "Pororocas" parecem que nunca deixaram de ser tocadas pelos músicos. "Dentro da Minha Cabeça" recebeu arranjos mais joviais e está tão boa quanto a original. Arrepia quando o público responde cantando junto com o grupo. O disco é fechado por "Zanzibar", numa versão mais ritmada e menos afoxé, mas com bons arranjos e excelente execução - aliás, não poderíamos esperar menos desses mestres todos juntos.
Lista de músicas:
1. Beleza Pura
2. Zero + Abri a Porta
3. Mudança de Estação
4. Onde Todos Estão
5. Pororocas
6. Menino Deus
7. Yesterday
8. Suingue Menina - Semente Menina
9. Frutificar
10. Dentro da Minha Cabeça
11. Zanzibar
Vânia Abreu - As Quatro Estações (1995)
Vânia Abreu - As Quatro Estações (1995)
Mesmo as músicas mais dançantes com pegada próxima da axé music, não soa parecido com nada feito na Bahia. O disco de estreia da cantora fez sucesso por todo o Brasil, chegando a ter músicas inseridas em trilhas de filme e novelas - "Meu sonho não", para o filme Fica Comigo, de Tizuka Yamazaki e "As Quatro Estações", novela Maria Esperança, do SBT.
A faixa título "As Quatro Estações" abre o disco e toca profundamente, assim como "Eclipse", balada cheia de personalidade em sua melodia. Impossível não se ligar também em "Samba-Reggae de rasteira" e "Procure a sua estrela". Não dá pra ficar parado com "Bem ou Mal" e mais ainda, com "Modernidade Negra", uma samba-reggae-pop de alta qualidade! Uma grande surpresa é "Meu sonho não". Fecham o disco as encantadoras "Templo" e o samba "Alegria".
Lista de Músicas:
1. As Quatro Estações
2. Do jeito que tem que ser
3. Eclipse
4. No meio da noite
5. Jogando Charme
6. Samba-Reggae de rasteira
7. Bem ou Mal
8. Procure a sua estrela
9. Modernidade Negra
10. Meu sonho não
11. Templo
12. Alegria
Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)
Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)
Muita gente já ouviu falar de Tony Mola, importante percussionista baiano. O que pouca gente lembra é que foi ele um dos fundadores do Bragadá, grupo musical com base percussiva que fez bastante sucesso em meado dos anos 1990 e início dos anos 2000. Logo depois, a partir de uma ruptura de interesses, o Bragadá se separa e a parte da banda dá origem a outro grupo, os Bragaboys.
No inicio, do Bragadá, capitaneado por Mola, lançaram alguns disco, porém destacamos aqui o disco de estréia Bragadá (1995). Este disco veio recheado de boa música, sendo daqueles raros discos que se escuta mais de uma vez com a impressão de ser sempre a primeira vez.
Verões na Bahia são sempre marcados por uma ou duas músicas que tocam exaustivamente na rádio, com Bragadá, a coisa foi mais pesada. O resultado da força da percussão do grupo refletiu na energia das músicas, apesar de algumas terem ficado mais conhecidas, o disco é maravilhoso!
Quem não dançou maliciosamente ao som de "Pega Pega"? Quem não repetiu a coreografia de "Tribal"? Quem não sacudiu ao som de "Vem Benzinho"?. Não estranhe, ao escutar Bragadá, pois, neste disco, a banda contava com uma vocalista feminina (ainda não conseguimos identificar o nome).
Lista de músicas:
1. Pega Pega
2. Tribal
3. Abracadabra
4. Vem Benzinho
5. Arma Som
6. Tem Dendê
7. Baby
8. Degrau
9. Abedê
10. Pisa na Barata
Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)
Banda Fuzuê - Banda Fuzuê (1993)
Escutar este disco da Banda Fuzuê nos possibilita uma verdadeira viagem no tempo. Um dos motivos é a sonoridade alcançada pela banda naquele momento em que a música baiana seguia por um outro caminho, mais contemporâneo. Uma parcela das bandas e músicos continuava a fazer o mesmo tipo de música, dando uma continuidade ao samba-reggae menos percussivo e com mais metais. No meio de algumas dezenas de bandas estava a Fuzuê.
Em seu disco de estreia Banda Fuzuê (1993), eles trazem o que, sem dúvida um dos maiores sucessos da música baiana "Buzu" - gravada na voz de Malu Soares que dividia o vocal com o cantor Nanny Assis. A música, composta pelo mestre da música baiana Tonho Matéria, foi cantada exaustivamente no carnaval da época. Curioso que, além de sucesso nas rádios, era cantada pelas pessoas na rua como uma espécie de crítica ao transporte público da cidade, aliás, muitas vezes ainda se escuta essa música como crítica. No disco constam ainda uma versão para "Avisa Lá", gravada inicialmente pelo Olodum e "Guerreiro de Jah" que foi muito cantada nas ruas, mas que não muito tocada nas rádios.
Surpresa: Para quem não sabe, o Maestro Bira Marques, da Orquestra Afrosinfônica era tecladista da banda e foi o arranjador deste disco.
Lista de músicas:
1. Se toque
2. Tapete Preto
3. Cascalho de Pedra
4. Tanto Faz
5. Buzu
6. Flores de Setembro
7. Avisa Lá
8. Guerreiro de Jah
9. Me vestia de alegria
10. Cigana Nagô
11. Poeira no Pé
12. Puro feito fruto
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
O Canto da Cidade é o segundo álbum solo da cantora Daniela Mercury. Neste novo trabalho a cantora apresenta uma identidade musical ainda mais forte que no primeiro disco Daniela Mercury - também conhecido como Swing da Cor. Antes destes dois discos, a cantora havia lançado pelo menos dois discos com sua antiga banda a Companhia Clic.
Em O Canto da Cidade, Daniela reafirma sua forte relação com o samba-reggae, mas não deixa de brincar com novas possibilidades. A faixa de abertura é a que da nome ao disco. Forte, mas de letra fácil de ser absorvida, "O Canto da Cidade", traz a conhecida frase "A cor dessa cidade sou eu/ O canto dessa cidade é meu", em que Daniela dá voz à raça e à musicalidade negra baiana - a cor e o canto de que a letra fala não são da Daniela, mas sim, da comunidade negra da Bahia. A letra foi escrita por Daniela, mas também por um dos mais significativos nomes da música baiana, Tote Gira.
"Batuque", segunda faixa, de um swing incrivelmente baiano, foi composta por outros grandes nomes da música baiana Rey Zulu e Genivaldo Evangelista. Em "Você não entende nada", de Caetano Veloso e Chico Buarque, Daniela começa a flertar firme com outras esferas musicais, e o resultado excelente. Jorge Portugal nos brinda com "Bandidos da América" que felizmente foi gravada neste disco por Daniela. "Só pra te mostrar", de Hebert Viana, está no disco, e conta com participação especial do próprio. Outro hit dos álbum é "Mais Belo dos Belos", composta por Guiguio, Valter farias e Adailton Poesia. Fecha o disco o frevo "Monumento Vivo", uma grande composição de Moraes Moreira e Davi Moraes.
Em O Canto da Cidade, iremos encontrar ainda composições de Ramon Cruz, Toni Augusto, Jorge Xaréu, Durval Lelys, Armandinho Macedo e Edmundo Caroso ("Exótica das Artes"), Carlinhos Brown.
Lista de Músicas:
1. O Canto da Cidade
2. Batuque
3. Você não entende nada
4. Bandidos da América
5. Geração Perdida
6. Só pra te mostrar
7. O mais belo dos belos
8. Rosa Negra
9. Vem morar comigo
10. Exótica das Artes
11. Rimas Irmãs
12. Monumento Vivo
Banda Patrulha - Orixás (1992)
Banda Patrulha - Orixás (1992)
Incrível como ainda hoje, muita gente trata a música baiana como rasa, sem conteúdo ou "música de uma nota só". Apesar de reconhecer a falta de qualidade em grande parte das produções, não dá para colocar tudo no mesmo bojo. Generalizar para o negativo é fácil, mas é difícil reconhecer que muito da axé music tem qualidade sim.
Não me refiro a artistas contemporâneos que, unindo talento e tecnologia, conquistaram patamares estratosféricos. Estou me referindo a artistas que pegaram momentos difíceis como a transição da década de 1980 para 1990. Muitas identidades se perderam. Muita música desapareceu. Muitos artistas se apagaram. Mas é neste momento caótico que uma moça de sorriso largo e olhos brilhantes se destaca. Acompanhada de uma banda poderosa, (André Lima e Adson Tapajós na percussão, Neto na bateria, Marcos Costa na guitarra, Marcelo Gomes no baixo, Nétia (backing vocal) e Leco Maia teclado e voz), Cátia Guimma chamou atenção de todos.
É claro que Cátia não fez nada sozinha, esse conjunto de grandes músicos formavam a Banda Patrulha, que anos antes chamava-se Banda Futuca, mondata inicialmente para puxar o bloco homônimo no carnaval da Bahia. Tendo três discos em seu currículo, a Patrulha fez história. E continua, tendo Leco Maia soberano à frente de todo o trabalho, desde que Cátia saiu em carreira solo. Dos três discos, destacamos aqui o primeiro, Orixás (1992). Deste LP, saíram três grandes sucessos da música baiana: "Orixás" (Leco Maia), "Crina Negra" (Edinho Moraes e Robertinho do Recife) e "Semente de Prazer" (Jero).
"Orixás", faixa que dá nome ao disco, é uma das mais belas composições da música baiana. Uma grande exaltação às belezas naturais e humanas que este pedaço de Brasil oferece e que, muitas vezes é confundido com subserviência. A voz de Cátia se encaixou perfeitamente à canção.
"Crina Negra", um sucesso gravado e regravado por diversos artistas brasileiros, também fez sucesso através da Patrulha. Galope de primeira, composto pela dupla Edinho Moraes e Robertinho do Recife, traz em sua essência a força da música nordestina.
Por fim, a não menos importante, "Semente de Prazer", foi composta por Jero e tornou-se uma das músicas mais cantadas dos carnavais baianos. Fortemente influenciada por ritmos latinos, "Semente de Prazer" já fazia parte do repertório da banda Futuca e foi grande sucesso do carnaval de 1991.
Importante destacar que este disco traz ainda composições de Beto Jamaica, Jamilton Luz e Rey Zulu.
Lista de músicas:
1. Orixás
2. Suor e cerveja
3. Paz do Senhor
4. Olodum já
5. Crina Negra
6. Você me leva
7. Semente de prazer
8. Teu Olhar
9. Me faz delirar
10. Amor de menino
Maria - Safadinha (1991)
Maria - Safadinha (1991)
A música popular da Bahia também contou com representantes do segmento infantil. Muito antes da onda para "baixinhos", "pequeninos", e etc, nossa terra viu surgir artistas como Tia Arilma e suas pupilas Geisa e Paty Fofolete. Mara Maravilha também foi uma das pupilas de Arilma e, em seus tempos áureos, revelou outros nomes da música infantil. Entre as mais conhecidas dos anos 1990, estava a pequena Maria.
Tendo lançado apenas um disco em toda a sua carreira, a pequena e espevitada Maria chegou a emplacar até trilha sonora em novelas. Na Bahia, tornou-se uma febre entre crianças e adolescentes. Muito popular, chegou a tocar nas rádios, mas foi através da TV que ficou realmente muito famosa.
Em seu disco Safadinha (?!?), lançado em 1991, Maria canta de tudo. lambada, frevo, pop... Empreende em todas as faixas uma dedicação incrível e os resultados são realmente positivos. "Safadinha", faixa título do disco é uma lambada que tocou bastante na época e o frevo "Hora da Alegria", também merece destaque. "Varinha de condão" ficou famosa em todo o Brasil, como tema da primeira versão da novela Carrossel, assim como "Viagem Maluca" que tem participação especial da madrinha Mara Maravilha - na época, exclusividade da EMI/Odeon.
Mas uma das músicas mais fortes da Maria Sapequinha, foi "Merenda". Os arranjos dessa lambada são realmente tão marcantes e tão bons quanto uma música pensada para um adulto gravar - na época. Maria se saiu muito bem, tão bem que essa música era cantada frequentemente pelas crianças da época, principalmente aquelas que assistiam os programas vespertinos do SBT.
Por incrível que pareça, nada que remeta a samba ou samba-reggae aparece nesse disco. Talvez por ter sido produzido visando atingir também o público do sudeste. Ainda assim, a baianidade está perceptível no disco, pois o sotaque baiano está firme alí no canto da Mariazinha. A produção deste disco gravado no Estúdio Concorde, de São Paulo, teve participação ativa da dinda Mara Maravilha e do conhecido Arnaldo Sacomani
Lista de músicas:
1. Safadinha
2. Hora da Alegria
3. Como é bom ser criança
4. Aprender a ser feliz
5. Criança ternura
6. Viagem maluca
7. Mundo colorido
8. Merenda
9. Dó-Ré-Mi
10. Varinha de condão
Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)
Banda Avatar - Lambadas Vol.1 (1988)
A banda baiana Avatar, fez grande sucesso no final da década de 1980 e início de 1990. Aproveitando a grande onda de ritmos latinos e da lambada, ritmo caribenho que invadiu o Brasil nessa época, a banda fez muito sucesso. Seu repertório era composto basicamente por versões para hits da lambada francesa e de países latinos. No currículo da banda, temos o registro de dois LPs, porém, neste post trazemos aqui um breve comentário sobre o primeiro: Lambadas Vol.1 (1988).
Abre o disco "Isso é bom", versão para a famosa "Cuisse La" conhecida também como "Melô do Tipiti"ou ainda "Wipitipiti", música do Les Aiglons, lançada no Brasil no volume dois da série de discos Lambadas Internacionais. No vocal do Avatar está um dos ícones da música baiana dos anos 1980, Ademar Andrade (Furtacor), responsável por ritmar as versões em português. Outro grande sucesso da época foi "Truzulu da Marieta", segunda faixa do disco.
Impossível ignorar, "Mulé Fubanga", para nós o maior sucesso extraído desse disco, curiosamente não cantada por Ademar, mas sim por Meg Evans, voz feminina da banda. Foi gravada, ainda para este mesmo disco, uma versão de "Lambada" (do grupo Kaoma), que no álbum foi registrada como "Dançando lambada".
Impossível ignorar, "Mulé Fubanga", para nós o maior sucesso extraído desse disco, curiosamente não cantada por Ademar, mas sim por Meg Evans, voz feminina da banda. Foi gravada, ainda para este mesmo disco, uma versão de "Lambada" (do grupo Kaoma), que no álbum foi registrada como "Dançando lambada".
Lista de Músicas:
1. Isso é bom
2. Truzulu da Marieta
3. Lambadeiro do Amor
4. Mulé Fubanga
5. America In Bahia
6. Tô gamado em Você
7. Melo da Cajá
8. Dançando Lambada
Letra
Mulé Fubanga
Oyê, papasito
Ai, ai, ai
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Tira a mão daí ladrão
Tira a mão dai ladrão
Tira a mão daí ladrão do meu coração
Ligeiro amor, ligeiro
Mainha tá chamando
Ligeiro amor, ligeiro
Painho tá chegando
Ai, ai, amor
Que eu não tô mais aguentando
Ai, ai, amor
Que eu tou quase desmaiando
Ai, ai amor
Tou com a perna bambeando
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Letra
Mulé Fubanga
Oyê, papasito
Ai, ai, ai
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Tira a mão daí ladrão
Tira a mão dai ladrão
Tira a mão daí ladrão do meu coração
Ligeiro amor, ligeiro
Mainha tá chamando
Ligeiro amor, ligeiro
Painho tá chegando
Ai, ai, amor
Que eu não tô mais aguentando
Ai, ai, amor
Que eu tou quase desmaiando
Ai, ai amor
Tou com a perna bambeando
Não venha com essa bomba
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Não venha que é nenhuma
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
Que eu não sou mulé fubanga
A Cor do Som - Gosto do Prazer (1987)
A Cor do Som - Gosto do Prazer (1987)
Tentando superar uma forte crise de identidade, A Cor do Som surge em 1987 com um novo disco. Como sugere o título Gosto do Prazer, a ideia era resgatar o prazer de fazer música e, consequentemente, o sucesso do grupo que veio perdendo popularidade nos últimos dois anos. Até meados dos anos 1980, o mercado musical vinha sendo dominado por artistas e bandas que viessem - fossem de lá ou não - do sudeste do país. Ser do norte ou do nordeste era feio, brega e "demodê". Muitos grupos e bandas migraram para lá e sofreram (leia-se aceitaram ou se submeteram a) influencias em sua musicalidade para serem aceitos nacionalmente - talvez essa fosse a causa da perda de identidade de A Cor do Som. Mas seria mesmo a perda? Talvez não. Muitos encaram como uma renovação sonora ou mesmo um amadurecimento natural.
A verdade é que o tempo passou, o nordeste - principalmente a Bahia - se rebelou contra essa hegemonia musical imposta e revelou diversos artistas e possibilidades culturais. Paralelamente, muitas mudanças internas ocorreram em A Cor do Som e tudo isso interfere, positiva ou negativamente - nesse caso, das duas formas, basta dar uma espiada no histórico do grupo. Mas a verdade é que, mesmo com essa crise (e isso é uma conclusão minha) o disco é maravilhoso e muito superior ao anterior O Som da Cor (1985).
O novo álbum é rico em musicalidade e foi importante para o grupo, pois esse seria o seu último disco. Composto por melodias e letras fantásticas, alguns hits da banda saíram deste LP. Destacamos, primeiramente, o maior deles, "Gosto do prazer", que conta com participação especial de Gilberto Gil. Essa música, de sonoridade tão diferente das origens do A Cor do Som, foi parar na trilha sonora na telenovela Hipertensão (1987). Outro sucesso foi "Dança baiana", que estourou como uma das mais tocadas nas rádios da Bahia, entre 1987 e 1988. Destaco também "Olhar de espiã", meio baladinha, meio dançante.
E meses depois de Gosto do Prazer ter sido lançado, o grupo chega ao fim, mas para sorte dos apreciadores, alguns encontros posteriores aconteceriam. Tudo isso mostrou que os acertos foram maiores que os erros e que o grupo conseguiu sim colorir a música popular brasileira.
Lista de músicas:
1. Favelas
2. Gosto do prazer - part. especial Gilberto Gil
3. Dança baiana
4. Toda vez
5. Maria Caracoles
6. Olhar de espiã
7. Onde todos estão
8. Se segura malandro - part. especial Evandro Mesquita
9. Serenata Cynthias
10. Nova Cor (Como queria Lennon)
11. Menina dos Olhos
12. Som parati
E meses depois de Gosto do Prazer ter sido lançado, o grupo chega ao fim, mas para sorte dos apreciadores, alguns encontros posteriores aconteceriam. Tudo isso mostrou que os acertos foram maiores que os erros e que o grupo conseguiu sim colorir a música popular brasileira.
Lista de músicas:
1. Favelas
2. Gosto do prazer - part. especial Gilberto Gil
3. Dança baiana
4. Toda vez
5. Maria Caracoles
6. Olhar de espiã
7. Onde todos estão
8. Se segura malandro - part. especial Evandro Mesquita
9. Serenata Cynthias
10. Nova Cor (Como queria Lennon)
11. Menina dos Olhos
12. Som parati
Andréa Caldas - No Passo do Deboche (1986)
No passo de Andréa Caldas
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| Andréa Caldas |
Muito antes da axé music ser permeada por beldades como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Emanuele Araújo (entre tantas outras), algumas lindas e talentosas cantoras desfilavam suas qualidades físicas e vocais pelos palcos de Salvador. Margareth Menezes e Marinez eram as mais populares, mas existia ainda uma outra figura tão importante quanto todas as citadas, por seu talento e pela coragem em enveredar por projetos dos mais diversos. A personalidade referida é Andréa Caldas.
Irmã do Pai da Axé Music ou do Rei da música baiana, Luiz Caldas, Andréa foi parceira do irmão em diversos empreendimentos. A cantora era aquela figura de apoio para muitos outros artistas como o venerado Gerônimo, com quem Andréa trabalha até hoje.
Além do apoio na produção de muitos nomes da música baiana, principalmente nos anos 1980, Andréa destacava-se pela voz doce e marcante, sendo assim, era constantemente convidada para trabalhos com novos artistas e muitos que estavam na batalha pelo reconhecimento profissional. Entre um trabalho e outro, entre uma gravação "pela amizade", Andréa precisava ter algo que chamasse de seu.
A oportunidade de gravar algo que tivesse a sua cara, veio por ocasião do lançamento do disco Frutos da Natureza, de seu outro irmão, também músico, Carlinhos Caldas. O disco lançado em 1986, conta com 10 faixas sendo duas delas gravadas por Andréa, as músicas seriam "No Passo do Deboche" e "Paraíso". "Paraíso" é diferente de todo o disco, cujo repertório é basicamente todo de forró. É uma faixa de pegada mais pop baiano da época e não chegou a tocar tanto. Porém, foi com a outra música que Andréa roubou a cena.
"No Passo do Deboche", composição da própria Andréa Caldas com o músico Altair Leonardo, tornou-se um dos maiores sucessos baianos nos anos 1986 e 1987, sendo que continuaria a ser tocada com frequência durante o ano de 1988. "No Passo do Deboche" foi concorrente forte com a principal música do disco "A Confissão do Tadeu", de Carlinhos Caldas, lançada para ser o sucesso junino daquele ano. A música está praticamente no meio do disco, (4a faixa do Lado A) e ainda assim, fez com que toda a Bahia pudesse conhecer a dona da voz que abrilhantava os trabalhos de tantos artistas de renome.
Obs.: "Paraíso", também é fruto da parceria entre Andréa e Altair.
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
A Cor do Som - O Som da Cor (1985)
Chega 1985 e uma onda New Wave invade a música em todo o mundo. Quem não assumiu a musicalidade punk eletrônica, entre as características do movimento, aderiu à moda no visual, fosse nas roupas, acessórios ou no cabelo. Essa novidade acabou pegando também A Cor do Som e o reflexo disso pode ser visto em O Som da Cor (1985).
O disco foi lançado com "os meninos" já incorporados ao New Wave, mas o maior impacto foi impresso nas faixas do disco. Sofrendo nitidamente essa interferência musical, as músicas ganharam uma melodia com pegada mais acelerada e "moderna", colocando o samba totalmente de lado e priorizando uma sonoridade quase que institucionalizada pelo sudeste do país.
Essa mudança sonora e a incorporação de elementos sonoros que sugerissem modernidade na música de A Cor do Som, deve ter sido um reflexo direto das mudanças que o grupo sofreu na época. Armandinho saiu em 1981 e foi substituído por Victor Biglione, que manteve a mesma musicalidade da banda. Nesse disco, em particular, a banda gravou sem Victor que foi substituído por Pedrinho Santana, que participou dos dois discos anteriores.
"Arrastando corrente", um rock moderno para a época, refletia outra das influências da época. "Som da cor" e "Ela vai ter que me escutar", são puro New Wave. A canção mais próxima do estilo que consagrou o grupo é "Vida que passamos" e "Tudo o que você quiser", são das poucas que ainda encontramos um pouco do som feito por eles em outros discos. "Bomba no vestibular" é um dos poucos reggaes gravados pelos meninos, mas de forma geral, o disco é regido pelo pop rock que se desenhava na época (influenciados pelo New Wave) e variação dos vocais nas músicas.
No fim das contas não desejo criticar negativamente, só destaco esse disco como um rompimento quase que completo com a antiga sonoridade que popularizou o grupo por todo o país e que só seria reencontrada anos depois, após os músicos originais decidirem reunir-se novamente para um ou dois projetos isolados.
Lista de músicas
1. Arrastando Corrente
2. Som da Cor
3. Ela vai ter que me escutar
4. Vida que passamos
5. Que flor é você?
6. Acho que ela gosta
7. Eu quero é bem mais
8. Navegante
9. Tudo o que você quiser
10. Bomba no vestibular
A Cor do Som - Intuição (1984)
A Cor do Som 1984 Intuição
Depois de tantas idas e vindas, de tantas mudanças, o grupo musical A Cor do Som decide rever seus conceitos e volta ao ponto inicial. Já haviam se passado seis anos desde o último disco instrumental da banda. O curioso é que este disco não é composto somente por faixas inéditas, entre elas mistura-se parte do instrumental composto pela banda e que já havia sido apresentado em seus discos anteriores.
O LP é aberto com a canção "Intuição", faixa que nos remete a uma nova sonoridade a ser mostrada pelo grupo. Muito bem executada, cumpre seu objetivo mostrando como será a nova fase do grupo. "Apanhei-te Mini-Moog" é uma referência a "Apanhei-te Cavaquinho", de Ernesto Nazaret. "Massaranduba" é uma das melhores e está neste disco também. "Do Lado de Lá" e "Cambalachero" fecham o disco com um clima bem positivo, pra cima.
Lista de músicas
Lado A
1. Intuição
2. Loro
3. Fantasia Nordestina (Parte 1)
4. Bilhete pra Armandinho
Lado B
5. Apanhei-te Mini-Moog
6. Massaranduba
7. Do Lado de Lá
8. Cambalachero
Os Corujas - Corujas 20 anos: Carnaval Consagração (1983) - compacto
Os Corujas - Corujas 20 anos: Carnaval Consagração (1983)
Em 1963, desfilava pela primeira vez no Carnaval da Bahia, o Bloco Clube dos Corujas. Ao passar do tempo, bloco carnavalesco foi fortalecendo e chega ao ano de 1983 como um dos mais importantes da Bahia.
Justamente no ano em que comemoraram 20 anos de existência, Os Corujas (como passaria a ser chamado, posteriormente), decide lançar um disco comemorativo. O compacto Corujas 20 anos: Carnaval Consagração lançado em 1983, traz duas faixas com músicas para serem tocadas no Carnaval. No lado A, "Carnaval na Avenida Sete", na voz de Suzana, composição de Raimundo da Rocha Lyra, também conhecido como Mundico. Já no lado B, foi na voz de Paulinho que foi registrada "Um Verso do Meu Coração", de Orlando Rangel.
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| Contracapa do compacto lançado em 1983. |
Constam ainda na ficha técnica do disco:
Carlos Júlio - Coordenação de Estúdio
Bolinha e Nova - Arranjos de cordas
Francisco (Chico), Zizimo e Reinaldo - Sopros
Roberto (Metralha) - Percussão e teclados
Nestor - Gravação e mixagem
Corujas 20 anos: Carnaval Consagração (1983)
Lista de Músicas:
1. Carnaval na Avenida Sete
2. Um Verso do Meu Coração
Se quiser escutar o disco, clica AQUI!
A Cor do Som - As quatro fases do amor (1983)
A Cor do Som - As quatro fases do amor (1983)
Inaugurando uma musicalidade, agora inserindo elementos que deixam sua música com um ar mais moderno, mas conseguindo manter a leveza de outrora, A Cor do Som lança As quatro fases do amor (1983). Algumas mudanças foram reflexo da saída de Armandinho Macêdo, mas possivelmente, muitas outras foram mesmo uma questão de marcado.
As quatro fases do amor é um disco dançante e animado jovem, assim como os demais trabalhos do grupo. Apesar das mudanças, a qualidade das músicas não cai. As letras continuam incríveis. O ponto alto deste disco é, sem sombra de dúvidas, é "Dentro da Minha Cabeça", de Gerônimo e Lula Queiroz. "A Abóbada da vida" foi composta por Gilberto Gil, enquanto "Flor de Incendiária" é de autoria de Guilherme Arantes. Em "Um som pra você", conta com participação de Cecília Spyer.
Lista de músicas
1. As quatro fases do amor
2. Dentro da minha cabeça
3. Eu sempre quis andar de Jeep
4. Primeiro Olhar
5. Um som pra você
6. Era de Aquários
7. Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite
8, A Abóbada da vida
9. Flor Incendiária
10. Falsos Rubis
11. Lua pra ti
12. Rio de Janeiro
Trio Elétrico Tráz os Montes - Watts Mil de Prazer (1982)
Trio Elétrico Tráz os Montes - Watts Mil de Prazer (1982)
A banda Tráz Os Montes foi criada para acompanhar o bloco de mesmo nome. Contando com um grupo de excelentes músicos, chegou a lançar pelo menos dois discos, ambos em 1982. Um deles com a banda Scorpius que, naquele momento seria relançada com um novo nome, Chiclete com Banana. Essa jun';cão, na verdade, surgiu meio que como uma formalidade para apresentação da Chiclete, que era uma das bandas principais do Bloco e Trio Tráz os Montes.
Mas o foco desse texto é o outro disco da Tráz os Montes, Watts Mil de Prazer (1982). O disco é incrível, hoje um dos mais raros da música baiana. A sonoridade carnavalesca da época é a tônica do disco que conta com composições de nomes emblemáticos da MPB, como por exemplo, Tuzé de Abreu ("Vivendo em Paz"), Alceu Valença e Vicente Barreto ("Tropicana") e, ainda, a dupla Jorge Alfredo e Chico Evangelista ("Esperando Badauê").
Lista de músicas
1. Quanto mais quente melhor
2. Negro Nagô
3. Afrodizíaca
4. Watts mil de prazer
5. Vivendo em paz
6. Tropicana
7. Menina ao vento
8. Acorda pra cuspir
9. Esperando badauê
10. Frevo diminuto
A Cor do Som - Magia Tropical (1982)
A Cor do Som - Magia Tropical (1982)
Nesse sexto disco, o grupo musical A Cor do Som, mantém um nível altíssimo de qualidade, tanto nos arranjos quanto nas letras. Magia Tropical (1982), assim como seu antecessor Mudança de Estação (1981), foi lançado pela gravadora Elektra/WEA - os quatro anteriores saíram pela Atlantic.
A faixa que dá título ao álbum, é também responsável pela abertura do mesmo, composta por Mu Carvalho e Evandro Mesquita. Apesar da pegada dançante é cantada de maneira leve, típica canção do grupo. Destacamos também "Menino Deus", uma linda poesia de Caetano Veloso, canção de contexto bastante ousado para época. Diferente do que se pensa, ela não se refere a um 'Deus menino', mas sim, à beleza humana ou ainda à beleza de um ser humano. Flor de Alecrim é outra música que merece destaque, tamanha beleza de sua letra.
Talvez este seja o mais tocante álbum do grupo, pra saber só ouvindo!
Lista de músicas
1. Magia Tropical - Mú Carvalho e Evandro Mesquita
2. Menino Deus - Caetano Veloso
3. Goma de Mascar - Gilberto Gil
4. Ping-pong - Mú Carvalho / Victor Biglione
5. Flor de Alecrim - Mú Carvalho / Paulinho Tapajós
6. Sargento Pimenta e a Banda Solidão - Sgt Pepper's Lonely Hearts
Club Band (John Lennon / Paul McCartney / Vrs. Gilberto
Gil
7. A Semente Mágica - Mú Carvalho
8. Razão - Paulo Leminski
9. Outras Praias - Victor Biglione
10. O Balão Vai Subir - Mú Carvalho
11. Eternos Meninos - Mú Carvalho / Paulinho Tapajós


















