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André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)

por Ricardo Machado

André L. R. Mendes - Todas as Cores (2016)



Escutar André L.R. Mendes é sempre uma experiência incrível. O primeiro contato com o trabalho do músico, foi com SurfBudismo (2014). A partir daí, curioso em conhecer mais da sonoridade deste artista, fui fazendo uma viagem cronológica em seus trabalhos, que começou com Maria Bacana (1997). Navegando pelos mares e oceanos musicais do André, fiquei encantado com os tesouros que descobri.

Descobri André L. R. Mendes em 2014, enquanto pesquisava para o Guia de Música Popular da Bahia (a ser publicado em outubro de 2016). Na ocasião, li uma matéria do Jornal A Tarde sobre o lançamento de seu novo disco. Fiquei realmente feliz com tudo o que encontrei: um músico ousado em suas atitudes e em sua sonoridade ímpar - sim, o som é inconfundível! Em 2015, com Arquipélago, André mexe com as estruturas da produção musical baiana mostrando que é possível oferecer algo de qualidade cobrando pouco (acho que até "pouco demais").

Hoje, três anos após minha primeira experiencia e depois de me emocionar ouvindo "Casas" (2015), sou presenteado com uma nova aventura conduzida por André. Em Todas as Cores, o músico e produtor continua a nos conduzir por novos caminhos, novos oceanos. Os temas "marítimos", presentes desde 2011, ainda aparecem, mesmo que pouco, porém, a genialidade de André está lá; sua sonoridade distinta também está lá. Somam-se agora o desejo de transmitir uma mensagem ainda mais positiva e um trabalho com ainda mais qualidade.

"Vida" abre o novo disco e sugere uma reflexão sobre as questões comuns do dia a dia e também dos nossos relacionamentos. "Amsterdã", a minha favorita, trata das nossas dualidades, desejos e inconformismos. Em "Naufrágios", André mostra maturidade na letra e nos vocais e a "experiência que o tempo nos dá". No caso do músico, o tempo tem lhe trazido também sabedoria e maturidade profissional. "Naturalmente" talvez seja a música mais tocante do disco - por favor, não peçam para explicar porquê! Apesar de destacar estas quatro canções, é impossível selecionar algumas faixas apenas, o álbum é incrível e tão bom de ouvir que o desejo é de repetir novamente e novamente e novamente...

A inovação musical proposta por André L. R. Mendes se estendeu à produção e, agora, ele dá mais um passo. A forma de distribuição do trabalho continua independente, assim como nos álbuns anteriores, porém, ele não depende de nenhuma plataforma de música digital pra isso. Ineditamente, André conseguiu, junto à diretoria do Mercado Livre, a possibilidade de vender pelo site o download de seu trabalho. Assim, aos 40 anos, comemorados no último dia 15 de julho, nosso aventureiro abre mais uma possibilidade, mesmo que relativamente simples, para os músicos independentes, com certeza fará escola, dando novos tons e novas cores à música baiana.

Escute o disco aqui!
Compre, aqui, o download de Todas as Cores!

Thathi - Não Sei Se Te Contei (2014)

Thathi - Não sei se te contei (2014)

Rock romântico de Thathi em uma pequena e boa dose - pra ficar na vontade





O rock romântico de Thathi é trazido à tona mais uma vez a partir das quatro faixas que compõem Não Sei Se Te Contei. O EP foi lançado em novembro de 2014, mas algumas faixas foram apresentadas pela cantora no show de Isabela Taviani em setembro do mesmo ano, no Teatro Castro Alves.

Não sei se te contei (2014)
Lista de músicas

1. Na Sua
2. A face falsa do amor
3. Não sei se te contei - com Hebert Viana
4. Sujeito Imperfeito - com Isabela Taviani

Um disco pra se deliciar e aproveitar todas as magnificas faixas na voz forte de Thathi.

Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Bailinho de Quinta - Bora Bora Bora (2014)


Já perdemos a conta de quantas vezes escutamos Bora Bora Bora, do Bailinho de Quinta. Para nós, um dos melhores discos lançados na Bahia em 2014! O Bailinho é composto por músicos com (boas) experiências musicais anteriores - Graco (Scambo), Thiago Trad (Cascadura) e Juliana Leite (Orquestra do Maestro Zeca Freitas).

No repertório para shows, eles mesclam marchinhas clássicas, sucessos da MPB e o marchinhas compostas especificamente para este disco. Já em Bora Bora Bora encontramos predominantemente novas marchinhas mas, para o final foi reservada uma grande surpresa. Arriscamos que apresentar no disco quase somente marchinhas inéditas é que torna Bora Bora Bora um disco maravilhoso!

Lista de músicas

1. O Bloco vai passar
2. Malucada
3. Minha Loucura
4. Vou te pegar
5. Marcha Cigana
6. Palhaço palhaço
7. Amor de Carnaval
8. Chuva Chover
9. Coisa Linda
10. Zoológico
11. Pra frente e pra trás
12. Balança o saco

Alline Rosa - Estilo Meu (2014)


Alinne Rosa - Estilo Meu (2014)



Conversando com um amigo, ele comentou que pelo menos 3 artistas mudariam de estilo ao lançar seus novos trabalhos: Bel Marques, Carla Cristina e Alinne Rosa. Ledo engano, baby! Eu não levei muita fé... Os três permaneceram na zona de atuação das bandas de onde saíram. Apesar da tentativa frustrada do ex-chicleteiro...

No caso de Alinne Rosa, era de se imaginar que ela permaneceria sim na axé music e ainda, tentaria acrescentar algo inusitado. Dito e certo! Com o lançamento do EP Estilo Meu (2014), pudemos ver a mesma Alinne da Cheiro de Amor, porém, com um som um pouco mais agressivo e letras menos fáceis de serem cantadas - óbvio que nada Gregoriomatense...

Estilo Meu é um EP bacana. Abre com o axé metalizado da faixa título e segue com a romântica "Nada Está Normal" (com direito a videoclipe!). Volta pro axé com "Chegue Chegando" - que, se bem trabalhada, seria uma forte concorrente como música do carnaval do ano! Nesse mesmo EP está "Complicamos Demais", que foi tema da personagem Helena, da novela Em Família.

Estilo Meu (2014)
Lista de músicas

1. Estilo Meu
2. Nada Está Normal
3. Chegue Chegando
4. Complicamos Demais
5. Pulaê

Não Vou Te Deixar

por Zé Ricardo Oliveira

Em única apresentação que acontece hoje em Salvador, SuperFly mata saudades dos fãs mostrando que não esqueceram de seu público



Imagem: Divulgação

Há cerca de um mês, nas redes sociais, era divulgado um cartaz de um suposto show da banda SuperFly. Seria verdade? Sim, a mais pura verdade! O anúncio do show (única apresentação) pegou muita gente de surpresa, e fez com que muita gente manifestasse seu carinho pela banda baiana.


Composta por Jão (bateria), Adriano (baixo), Rick (guitarra) e Bruno Masi (ex-Galo), a banda fez enorme sucesso na cena rock (ou rocker, na época) no início dos anos 2000, tocando rock em algumas de suas principais vertentes. Só para se ter noção, eles são responsáveis por um fato único, na Bahia, liderar as vendas de discos (mesmo independente) em 2001 dentro do período do Carnaval baiano.


As apresentações "dos caras" eram uma verdadeira explosão, uma exposição clara do desejo de mostrar que na Bahia tem rock, sim. Além deles, muitas bandaslutavam por isso e passavam por sérios perrengues para se manter na cena, como Inkoma (antiga banda de Pitty), The Dead Billis, Lisergia, Úteros em Fúria, Dois Sapos e Meio e (Dr.) Cascadura - essa última, uma prova de que qualidade e persistência precisam andar de mãos dadas. Os shows sempre lotados, mostravam claramente a aceitação do público apesar de que, nos bastidores do rock baiano, alguns torciam o nariz para o SuperFly.


Foram dois álbuns lançados, inúmeros sucessos nas rádios e até trilha sonora de novela. "Transeira", "Sozinha", "Jaguar", "Cabeça de Cera" e "Jogo Velho" são só algumas das músicas que marcaram época.

O show de hoje é mais do quem um show para fãs - é pra quem gosta de bom som! Ir ao show do Superfly hoje é mais do que simplesmente ver como eles se sairão e sim, uma oportunidade de ter contato com pessoas que lutaram para mostrar que cultura na Bahia pode ter muitos outros nomes.


Serviço:

O Que: SuperFly - Apresentação única
Quando: 05/09/2013, às 22h

Onde: Tarantino Art Bar - Rua Augusto Frederico Schmidt, 177 - Jardim Brasil/ Barra.

Contato: (71) 3015-4474 / 9222-0798 atendimento@hmusic.com.br

Brazil · facebook.com/TarantinoArtBar

Simone Moreno - Samba Makossa (2006)


Simone Moreno - Samba Makossa (2006)



Anos após a experiência de comandar uma banda de tradição - Novos Bárbaros, escola de grandes nomes da música baiana - Simone Moreno arriscou seguir carreira, e deu certo. Estourada no exterior, mas extremamente respeitada em sua terra natal, tornou-se uma artista incansável. Colecionadora de grandes êxitos também nessa fase, Simone Moreno lançou um dos discos mais incríveis de um artista baiano Samba Makossa (2006).

Muito mais popular no exterior do que em seu país de origem, Simone Moreno montou seu Samba Makossa com um repertório irretocável e o fez com incrível cuidado. Esse repertório fica ainda mais excitante devido a potencia da voz de Moreno, que mostra que tem personalidade. Sim, em certo momento ela lembra Elza Soares ou mesmo Fafá de Belém, mas apenas lembra. Como dissemos, ela demonstra  que tem, sim, personalidade e forte - tão forte quanto sua incrível voz.

Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...

O repertório riquíssimo reúne alguns de nossos clássicos compositores como Jorge Benjor ("Umbabarauma"), Gilberto Gil ("Meio de Campo", "Expresso 2222"), Chico Science ("Samba Makossa"), Dorival Caymmi ("Rainha do Mar") e Walter Queiroz ("Filho da Bahia"), além de outros nomes, inclusive a própria Simone.

Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora  e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.

Lista de músicas

01. Umbabarauma
02. Meio de Campo
03. Vem pra Bahia (Vi Drar Till Malmö)
04. Bahia Minha Preta
05. Espresso 2222
06. Samba Makossa
07. Canto das Tr^es Ra'cas
08. Rainha do Mar
09. Filho da Bahia
10. Vai Vadiar

Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)


Tony Mola e Bragadá - Bragadá (1995)


Muita gente já ouviu falar de Tony Mola, importante percussionista baiano. O que pouca gente lembra é que foi ele um dos fundadores do Bragadá, grupo musical com base percussiva que fez bastante sucesso em meado dos anos 1990 e início dos anos 2000. Logo depois, a partir de uma ruptura de interesses, o Bragadá se separa e a parte da banda dá origem a outro grupo, os Bragaboys.

No inicio, do Bragadá, capitaneado por Mola, lançaram alguns disco, porém destacamos aqui o disco de estréia Bragadá (1995). Este disco veio recheado de boa música, sendo daqueles raros discos que se escuta mais de uma vez com a impressão de ser sempre a primeira vez.

Verões na Bahia são sempre marcados por uma ou duas músicas que tocam exaustivamente na rádio, com Bragadá, a coisa foi mais pesada. O resultado da força da percussão do grupo refletiu na energia das músicas, apesar de algumas terem ficado mais conhecidas, o disco é maravilhoso!

Quem não dançou maliciosamente ao som de "Pega Pega"? Quem não repetiu a coreografia de "Tribal"? Quem não sacudiu ao som de "Vem Benzinho"?. Não estranhe, ao escutar Bragadá, pois, neste disco, a banda contava com uma vocalista feminina (ainda não conseguimos identificar o nome).

Lista de músicas:

1. Pega Pega
2. Tribal
3. Abracadabra
4. Vem Benzinho
5. Arma Som
6. Tem Dendê
7. Baby
8. Degrau
9. Abedê
10. Pisa na Barata

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