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Alline Rosa - Estilo Meu (2014)
Alinne Rosa - Estilo Meu (2014)
Conversando com um amigo, ele comentou que pelo menos 3 artistas mudariam de estilo ao lançar seus novos trabalhos: Bel Marques, Carla Cristina e Alinne Rosa. Ledo engano, baby! Eu não levei muita fé... Os três permaneceram na zona de atuação das bandas de onde saíram. Apesar da tentativa frustrada do ex-chicleteiro...
No caso de Alinne Rosa, era de se imaginar que ela permaneceria sim na axé music e ainda, tentaria acrescentar algo inusitado. Dito e certo! Com o lançamento do EP Estilo Meu (2014), pudemos ver a mesma Alinne da Cheiro de Amor, porém, com um som um pouco mais agressivo e letras menos fáceis de serem cantadas - óbvio que nada Gregoriomatense...
Estilo Meu é um EP bacana. Abre com o axé metalizado da faixa título e segue com a romântica "Nada Está Normal" (com direito a videoclipe!). Volta pro axé com "Chegue Chegando" - que, se bem trabalhada, seria uma forte concorrente como música do carnaval do ano! Nesse mesmo EP está "Complicamos Demais", que foi tema da personagem Helena, da novela Em Família.
Estilo Meu (2014)
Lista de músicas
1. Estilo Meu
2. Nada Está Normal
3. Chegue Chegando
4. Complicamos Demais
5. Pulaê
Simone Moreno - Samba Makossa (2006)
Simone Moreno - Samba Makossa (2006)
Anos após a experiência de comandar uma banda de tradição - Novos Bárbaros, escola de grandes nomes da música baiana - Simone Moreno arriscou seguir carreira, e deu certo. Estourada no exterior, mas extremamente respeitada em sua terra natal, tornou-se uma artista incansável. Colecionadora de grandes êxitos também nessa fase, Simone Moreno lançou um dos discos mais incríveis de um artista baiano Samba Makossa (2006).
Muito mais popular no exterior do que em seu país de origem, Simone Moreno montou seu Samba Makossa com um repertório irretocável e o fez com incrível cuidado. Esse repertório fica ainda mais excitante devido a potencia da voz de Moreno, que mostra que tem personalidade. Sim, em certo momento ela lembra Elza Soares ou mesmo Fafá de Belém, mas apenas lembra. Como dissemos, ela demonstra que tem, sim, personalidade e forte - tão forte quanto sua incrível voz.
Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...
Escute o disco e entenda porque estamos tecendo tantos elogios...
O repertório riquíssimo reúne alguns de nossos clássicos compositores como Jorge Benjor ("Umbabarauma"), Gilberto Gil ("Meio de Campo", "Expresso 2222"), Chico Science ("Samba Makossa"), Dorival Caymmi ("Rainha do Mar") e Walter Queiroz ("Filho da Bahia"), além de outros nomes, inclusive a própria Simone.
Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.
Algo aí chama muito atenção: Foi a própria Simone Moreno fez os arranjos do disco, gravado na Europa. Os músicos que tocam, neste disco, com a cantora e que não tem em sua ficha técnica nenhum brasileiro que não a própria artista.
Lista de músicas
01. Umbabarauma
02. Meio de Campo
03. Vem pra Bahia (Vi Drar Till Malmö)
04. Bahia Minha Preta
05. Espresso 2222
06. Samba Makossa
07. Canto das Tr^es Ra'cas
08. Rainha do Mar
09. Filho da Bahia
10. Vai Vadiar
Vânia Abreu - As Quatro Estações (1995)
Vânia Abreu - As Quatro Estações (1995)
Mesmo as músicas mais dançantes com pegada próxima da axé music, não soa parecido com nada feito na Bahia. O disco de estreia da cantora fez sucesso por todo o Brasil, chegando a ter músicas inseridas em trilhas de filme e novelas - "Meu sonho não", para o filme Fica Comigo, de Tizuka Yamazaki e "As Quatro Estações", novela Maria Esperança, do SBT.
A faixa título "As Quatro Estações" abre o disco e toca profundamente, assim como "Eclipse", balada cheia de personalidade em sua melodia. Impossível não se ligar também em "Samba-Reggae de rasteira" e "Procure a sua estrela". Não dá pra ficar parado com "Bem ou Mal" e mais ainda, com "Modernidade Negra", uma samba-reggae-pop de alta qualidade! Uma grande surpresa é "Meu sonho não". Fecham o disco as encantadoras "Templo" e o samba "Alegria".
Lista de Músicas:
1. As Quatro Estações
2. Do jeito que tem que ser
3. Eclipse
4. No meio da noite
5. Jogando Charme
6. Samba-Reggae de rasteira
7. Bem ou Mal
8. Procure a sua estrela
9. Modernidade Negra
10. Meu sonho não
11. Templo
12. Alegria
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
Daniela Mercury - O Canto da Cidade (1992)
O Canto da Cidade é o segundo álbum solo da cantora Daniela Mercury. Neste novo trabalho a cantora apresenta uma identidade musical ainda mais forte que no primeiro disco Daniela Mercury - também conhecido como Swing da Cor. Antes destes dois discos, a cantora havia lançado pelo menos dois discos com sua antiga banda a Companhia Clic.
Em O Canto da Cidade, Daniela reafirma sua forte relação com o samba-reggae, mas não deixa de brincar com novas possibilidades. A faixa de abertura é a que da nome ao disco. Forte, mas de letra fácil de ser absorvida, "O Canto da Cidade", traz a conhecida frase "A cor dessa cidade sou eu/ O canto dessa cidade é meu", em que Daniela dá voz à raça e à musicalidade negra baiana - a cor e o canto de que a letra fala não são da Daniela, mas sim, da comunidade negra da Bahia. A letra foi escrita por Daniela, mas também por um dos mais significativos nomes da música baiana, Tote Gira.
"Batuque", segunda faixa, de um swing incrivelmente baiano, foi composta por outros grandes nomes da música baiana Rey Zulu e Genivaldo Evangelista. Em "Você não entende nada", de Caetano Veloso e Chico Buarque, Daniela começa a flertar firme com outras esferas musicais, e o resultado excelente. Jorge Portugal nos brinda com "Bandidos da América" que felizmente foi gravada neste disco por Daniela. "Só pra te mostrar", de Hebert Viana, está no disco, e conta com participação especial do próprio. Outro hit dos álbum é "Mais Belo dos Belos", composta por Guiguio, Valter farias e Adailton Poesia. Fecha o disco o frevo "Monumento Vivo", uma grande composição de Moraes Moreira e Davi Moraes.
Em O Canto da Cidade, iremos encontrar ainda composições de Ramon Cruz, Toni Augusto, Jorge Xaréu, Durval Lelys, Armandinho Macedo e Edmundo Caroso ("Exótica das Artes"), Carlinhos Brown.
Lista de Músicas:
1. O Canto da Cidade
2. Batuque
3. Você não entende nada
4. Bandidos da América
5. Geração Perdida
6. Só pra te mostrar
7. O mais belo dos belos
8. Rosa Negra
9. Vem morar comigo
10. Exótica das Artes
11. Rimas Irmãs
12. Monumento Vivo
Maria - Safadinha (1991)
Maria - Safadinha (1991)
A música popular da Bahia também contou com representantes do segmento infantil. Muito antes da onda para "baixinhos", "pequeninos", e etc, nossa terra viu surgir artistas como Tia Arilma e suas pupilas Geisa e Paty Fofolete. Mara Maravilha também foi uma das pupilas de Arilma e, em seus tempos áureos, revelou outros nomes da música infantil. Entre as mais conhecidas dos anos 1990, estava a pequena Maria.
Tendo lançado apenas um disco em toda a sua carreira, a pequena e espevitada Maria chegou a emplacar até trilha sonora em novelas. Na Bahia, tornou-se uma febre entre crianças e adolescentes. Muito popular, chegou a tocar nas rádios, mas foi através da TV que ficou realmente muito famosa.
Em seu disco Safadinha (?!?), lançado em 1991, Maria canta de tudo. lambada, frevo, pop... Empreende em todas as faixas uma dedicação incrível e os resultados são realmente positivos. "Safadinha", faixa título do disco é uma lambada que tocou bastante na época e o frevo "Hora da Alegria", também merece destaque. "Varinha de condão" ficou famosa em todo o Brasil, como tema da primeira versão da novela Carrossel, assim como "Viagem Maluca" que tem participação especial da madrinha Mara Maravilha - na época, exclusividade da EMI/Odeon.
Mas uma das músicas mais fortes da Maria Sapequinha, foi "Merenda". Os arranjos dessa lambada são realmente tão marcantes e tão bons quanto uma música pensada para um adulto gravar - na época. Maria se saiu muito bem, tão bem que essa música era cantada frequentemente pelas crianças da época, principalmente aquelas que assistiam os programas vespertinos do SBT.
Por incrível que pareça, nada que remeta a samba ou samba-reggae aparece nesse disco. Talvez por ter sido produzido visando atingir também o público do sudeste. Ainda assim, a baianidade está perceptível no disco, pois o sotaque baiano está firme alí no canto da Mariazinha. A produção deste disco gravado no Estúdio Concorde, de São Paulo, teve participação ativa da dinda Mara Maravilha e do conhecido Arnaldo Sacomani
Lista de músicas:
1. Safadinha
2. Hora da Alegria
3. Como é bom ser criança
4. Aprender a ser feliz
5. Criança ternura
6. Viagem maluca
7. Mundo colorido
8. Merenda
9. Dó-Ré-Mi
10. Varinha de condão
Andréa Caldas - No Passo do Deboche (1986)
No passo de Andréa Caldas
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| Andréa Caldas |
Muito antes da axé music ser permeada por beldades como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Emanuele Araújo (entre tantas outras), algumas lindas e talentosas cantoras desfilavam suas qualidades físicas e vocais pelos palcos de Salvador. Margareth Menezes e Marinez eram as mais populares, mas existia ainda uma outra figura tão importante quanto todas as citadas, por seu talento e pela coragem em enveredar por projetos dos mais diversos. A personalidade referida é Andréa Caldas.
Irmã do Pai da Axé Music ou do Rei da música baiana, Luiz Caldas, Andréa foi parceira do irmão em diversos empreendimentos. A cantora era aquela figura de apoio para muitos outros artistas como o venerado Gerônimo, com quem Andréa trabalha até hoje.
Além do apoio na produção de muitos nomes da música baiana, principalmente nos anos 1980, Andréa destacava-se pela voz doce e marcante, sendo assim, era constantemente convidada para trabalhos com novos artistas e muitos que estavam na batalha pelo reconhecimento profissional. Entre um trabalho e outro, entre uma gravação "pela amizade", Andréa precisava ter algo que chamasse de seu.
A oportunidade de gravar algo que tivesse a sua cara, veio por ocasião do lançamento do disco Frutos da Natureza, de seu outro irmão, também músico, Carlinhos Caldas. O disco lançado em 1986, conta com 10 faixas sendo duas delas gravadas por Andréa, as músicas seriam "No Passo do Deboche" e "Paraíso". "Paraíso" é diferente de todo o disco, cujo repertório é basicamente todo de forró. É uma faixa de pegada mais pop baiano da época e não chegou a tocar tanto. Porém, foi com a outra música que Andréa roubou a cena.
"No Passo do Deboche", composição da própria Andréa Caldas com o músico Altair Leonardo, tornou-se um dos maiores sucessos baianos nos anos 1986 e 1987, sendo que continuaria a ser tocada com frequência durante o ano de 1988. "No Passo do Deboche" foi concorrente forte com a principal música do disco "A Confissão do Tadeu", de Carlinhos Caldas, lançada para ser o sucesso junino daquele ano. A música está praticamente no meio do disco, (4a faixa do Lado A) e ainda assim, fez com que toda a Bahia pudesse conhecer a dona da voz que abrilhantava os trabalhos de tantos artistas de renome.
Obs.: "Paraíso", também é fruto da parceria entre Andréa e Altair.





