Mostrando postagens com marcador Armandinho Macedo. Mostrar todas as postagens

3 Clássicos do Carnaval - Chame Gente


Clássicos do Carnaval da Bahia - Chame Gente


Fechando a lista de 3 clássicos do carnaval baiano, não poderia deixa de fora "Chame Gente". Faixa que faz parte do 11o disco do grupo, se destaca como uma das memoráveis composições de Moraes Moreira - dessa vez em parceria com Armandinho.

"Chame Gente" é daqueles frevos baianos compostos por Moraes, que fixam na cabeça do povo, seja pela letra que é por vezes poética e assim também ufanista, seja pelo ritmo endiabrado que não deixa ninguém ficar parado.

Faixa que dá título ao disco do qual faz parte, concorre com outras faixas mas, disparada, se destaca! Entre as vozes da versão original, que consta neste disco, está Armandinho, Moraes Moreira e participação especial de Caetano Veloso.

Chame Gente
(Moraes Moreira e Armandinho)

Ah! Imagina só que loucura essa mistura
Alegria, alegria é o estado que chamamos Bahia
De Todos os Santos, encantos e Axé,
Sagrado e profano, o baiano é carnaval

Do corredor da história, Vitória, Lapinha, Caminho de Areia
Pelas vias, pelas veias, escorre o sangue e o vinho, pelo mangue, Pelourinho
A pé ou de caminhão não pode faltar a fé, o carnaval vai passar
Na Sé ou no Campo-Grande somos os Filhos de Gandhi, de Dodô e Osmar

Por isso chame, chame, chame, chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria a praça e o poeta
É um verdadeiro enxame, chame chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria a praça e o poeta

3 Clássicos do Carnaval da Bahia - Vida Boa

3 Clássicos do Carnaval da Bahia - Vida Boa



"Luar no mar vendo a canoa passear..." ... Quem não conhece essa frase do cancioneiro popular da Bahia?

"Vida Boa"é a segunda faixa do disco Folia Elétrica (1982), quando o grupo musical da família Macêdo já sustentavam a nova nomenclatura - Armandinho e o Trio Elétrico Dodô & Osmar - e, cronologicamente, também é o segundo dos três grandes clássicos do Carnaval da Bahia.

Assim como "Chão da Praça", "Vida Boa" também foi composta por Fausto Nilo, porém, dessa vez em parceria com Armandinho Macêdo. Gravada em Folia Elétrica pelo próprio Armandinho, "Vida Boa" tornou-se um hino da baianidade que, em suas entrelinhas retrata exatamente quem é o baiano: em resumo "um ser" que vive numa terra com influencia das águas e dela tira seu sustento e sua diversão, "um ser" que sonha com uma vida melhor e que sabe a importância de correr atrás para transformá-lo em realidade, que sabe valorizar as boas amizades e que sabe reconhecê-las em qualquer circunstancia, assim como não abre mão de viver seus amores da maneira mais dengosa possível.

Vida Boa
Armandinho e Fausto Nilo

Luar no mar
Vendo a canoa passear
E a vida boa passa
Do real que há, coração
Será que tá boa?

Na paz depois
Depois da paz
Eu quero paz
Aonde um sonho vai
Meu sonho vai
Meus sonhos vão

A parte quente
De repente tá na mão
Meu coração

Você que faz
A minha vida variar
Tá na luz que passar pelo ar
Passa também pelo seu olhar
Ai morena passa o que eu sonhar
Que mágica boa

Meu amor cadê você
Olê olê olá
Ei você olê olá

Olê olá que
Pra essa canoa não virar
E a vida boa na cabeça vadiar, coração
Será que tá boa?

Na paz depois
Depois da paz
Eu quero paz

Aonde você vai
Meu sonho vai
Meus sonhos vão
A parte quente que
Presente a sua mão
Meu coração

Você que faz a minha vida variar
Tá na luz que passa pelo ar
Passa também pelo meu olhar
Ai morena abraça se eu chorar
Que mágica doida

Meu amor cadê você
Olê Olê Olá
Ei você olê olá

3 Clássicos do Carnaval - Chão da Praça


3 Clássicos do Carnaval da Bahia
"Chão da Praça"



Sob o som do Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, temos pelo menos 3 clássicos do carnaval da Bahia: "Chão da Praça", "Vida Boa" e "Chame Gente" - vamos relembrar?

Segue a letra:

Chão da Praça
(Moraes Moreira e Fausto Nilo)

Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor

Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)

Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)

Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça (2x)


Meu amor quem ficou nessa dança meu amor
Tem fé na dança
Nossa dor meu amor é que balança nossa dor
O chão da praça (2x)

Vê que já detonou som na praça
Porque já todo pranto rolou
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor (2x)

Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça

"Chão da Praça"está no disco Ligação (1978) de Armandinho e o Trio Elétrico Dodô & Osmar.

A Cor do Som - Mudança de Estação (1981)

A Cor do Som - Mudança de Estação (1981)



Depois do sucesso de Transe Total (1980), A Cor do Som tem a "responsabilidade" de apresentar um novo disco tão bom quanto o anterior. Considerando a genialidade dos músicos que compunham o grupo, seria um trabalho relativamente fácil. Será?

A abertura de Mudança de Estação (1981), já carrega em si uma mudança sonora perceptível, a instrumental "Saudação à Paz" é a responsável por avisar ao pública que, realmente, tem mudanças por vir! "Zero" reforça as transformações do grupo, que vão se tornando mais claras com o passar do disco. Deste disco saem pelo menos mais dois clássicos do grupo, "Asas Musicais" e "Alto Astral". 
"Apanhei-te Mini-Moog" é uma referência clara a "Apanhei-te Cavaquinho" de  Ernesto Nazaret. Não deixemos passar a polka/ maxixe "Cinema Mudo", toda tocada ao piano.

"Mudança de Estação", faixa título, apresenta-se como uma levadinha pop, mas fala de amores juninos típicos do nordeste brasileiro, um bom contraste cultural. Aliás, este é um disco de contrastes. Nele fica ainda mais clara a diferença entre as canções letradas e as instrumentais. Para nossa sorte, ambas de qualidade incontestável.
Lista de músicas

1. Saudação à Paz
2. Zero
3.  Ar de Baião
4. Asas Musicais
5. Alto Astral
6. Apanhei-te Mini-Moog
7. Escapuliu, Tudo Areia
8. Mudança de Estação
9. Swingue
10. O Show Não Tem Final
11. Vôo da Borboleta
12. Cinema Mudo
13. Ciranda das Estrelas
14. Boa Vibração

A Cor do Som - Transe Total (1980)


A Cor do Som - Transe Total (1980)



Sabe aquele álbum que você escuta uma vez e,de cara, se apaixona? Foi assim com Transe Total, do grupo A Cor do Som. Lançado em 1980, o disco dá uma renovada no fôlego para o público do grupo musical, que vinha de uma pressão da gravadora para que colocassem letra em sua música instrumental. A mudança de formato não os afastou de seu público, na verdade os produtores acertaram. A partir do segundo disco, A Cor do Som conquistou ainda mais seguidores.

Transe Total (1980), é um disco bastante diverso. "Dança das Fadas" abre o disco de forma magistral. Mantendo a tradição instrumental, traz a ludicidade que o título sugere - realmente uma grande composição! Neste mesmo disco é apresentada a primeira gravação de "Palco", de Gilberto Gil, que só viria gravá-la e lançá-la no ano seguinte (1981). O mega afoxé "Zamzibar" também é apresentado neste disco, uma febre no ano de 1980! Este clássico composto por Fausto Nilo, foi registrado na voz de Armandinho Macedo e foi uma das músicas mais tocadas nos carnavais entre 1980 e 1985.

Merece destaque também "Semente do Amor", uma versão samba-pop instrumental para "Maracangalha", "Bruno e Daniel", com abertura incrível ao piano e continuada em dueto com violão. Não dá para ignorar a genialidade de "Para Ser o Sol" e "Transe Total", música que dá título ao álbum e que fecha LP.

Lista de Músicas

1. Dança das Fadas
2. Palco
3. Moleque Sacana
4. Farraforró
5. Zanzibar
6. Massaranduba
7. Semente do Prazer
8. Maracangalha
9. Bruno e Daniel
10. Para Ser o Sol
11. Transe Total

Letras

Palco
(Gilberto Gil)

Subo nesse palco
Minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara
Só quem é clarividente pode ver, pode ver
Trago a minha banda
Só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa
Pra quem preza o louco bumbo do tambor, do tambor
Fogo eterno pra afugentar
O inferno pra outro lugar
Fogo eterno pra consumir
O inferno, fora daqui
Venho para a festa
Sei que muitos tem na testa
O Deus-Sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto
Trago um cesto de alegrias do quintal, do quintal
Há também um cântaro
Quem manda é Deus a música
Pedindo pra deixar, pra deixar
Derramar o bálsamo
Fazer o canto cantar
O cantar
Fogo eterno pra afugentar
O inferno pra outro lugar
Fogo eterno pra consumir
O inferno, fora daqui

Zanzibar
(Armandinho e Fausto Nilo)

O azul de Gezebel*
No céu de Calcutá
Feliz constelação
Reluz no corpo dela
Ai tricolor colar
Ás de maracatu
No azul de Zanzibar
Ai meu coração
Zumbiu no corpo dela
Ai, mina aperta a minha mão
Alah, meu only you
No azul da estrela
Aliás, bazar da coisa azul
Meu only you
É muito mais
Que o azul de Zanzibar
Paracuru, o azul da estrela
O azul da estrela

A Cor do Som - Frutificar (1979)

A Cor do Som - Frutificar (1979)





Frutificar (1979), é um disco realmente surpreendente. A Cor do Som, em um dos discos de sua fase de maior criatividade, mostra que mesmo sob pressão é possível realizar um excelente trabalho. A pressão veio, mesmo após o sucesso dos dois primeiros discos, para que os rapazes colocassem letra nas músicas e não só mantivessem composições instrumentais em seu repertório.

Esse que é o segundo disco de estúdio do grupo, traz um dos maiores sucessos da música popular brasileira "Abri a Porta", porém, antes, quem abre o disco é a faixa título. "Frutificar" começa como uma balada leve e vai ganhando ritmo até tornar-se um estouro de ritmos nordestinos. Tem espaço também para o chorinho "Assanhado" de Jacon do Bandolim, lançado em 1961. Outro sucesso da época, "Swingue Menina" também faz parte deste mesmo LP, assim como "Beleza Pura". Enorme sucesso musical, curiosamente lançada pelo grupo no mesmo ano em que foi lançada por Caetano Veloso no disco Cinema Transcendental (1979).

Lista de Músicas

1. Frutificar
2. Abri a Porta
3. Assanhado
4. Swingue Menina
5. Itacimirim
6. Beleza Pura
7. Pororocas
8. Ticaricuriquetô
9. Viver Pra Sorrir
10. Frutificar

Letras

Abri a Porta
(Dominguinhos e Gilberto Gil)

Abri a porta
Apareci
A mais bonita
Sorriu pra mim
Naquele instante
Me convenci
O bom da vida
Vai prosseguir
Vai prosseguir
Vai dar pra lá do céu azul
Onde eu não sei
Lá onde a Lei
Seja o amor
E usufruir do bem, do bom e do melhor
Seja comum
Pra qualquer um
Seja quem for
Abri a porta
Apareci
A mais bonita
Sorriu pra mim

Beleza Pura
(Caetano Veloso)

Não me amarra dinheiro não
Mais formosura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moça preta do Curuzu
Beleza pura
Federação
Beleza pura
Boca do Rio
Beleza pura
Dinheiro não
Quando essa preta começa a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda a trama da trança, transa do cabelo
Conchas do mar
Ele manda buscar pra botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia
Não me amarra dinheiro não
Mais elegância
Não me amarra dinheiro não
Mais a cultura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moço lindo do badauê
Beleza pura
Do Ilê Aiyê
Beleza pura
Dinheiro ieah
Beleza pura
Dinheiro não
Dentro daquele turbante do Filho de Gandhy
É o que há
Tudo é chic demais, tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da costa e que tudo se trance
Todos os búzios, todos os ócios
Não me amarra dinheiro não
Mas os mistérios



A Cor do Som - A Cor do Som (1977)

por Zé Ricardo Oliveira


A Cor do Som: capa do disco homônimo de 1977


Falar de música baiana e não citar A Cor do Som é covardia.
A banda que inovou com um som bastante jovem, surpreendeu a cada disco. Entre composições somente instrumentais e outras com letras que tratavam de temas que extrapolavam as fronteiras de cada região do Brasil, conquistavam cada vez mais seguidores.

Aqui um breve comentário faixa a faixa do primeiro álbum, A Cor do Som, de 1977.

Lado A
01 – Arpoador – Armandinho, Dadi, Gustavo e Mu - Instrumental - combina alguns estilos nordestinos com uma pegada pop e a guitarra de Armandinho Macedo.

02 – Na Onda do Rio – Armandinho - Instrumental - Baião com toque de viola bem dedilhadas e um teclado que de leve dá uma quebrada no som mais tradicional e dá a cara do grupo a esse ritmo.

03 – Tigreza – Caetano Veloso - Instrumental - canção sensual marcada também pelo dedilhar da viola e uma guitarra rock'n roll de fundo. E sim, está escrita com Z.

04 – De Tarde Na Liberdade – Morais e Haroldo - pegada bem baiana nesse som que lembra muito do que se faz Carnaval na Bahia nessa época.

05 – A Cor do Som – Dadi e Marcelo - Cara de música disco dos anos 1970. Primeira faixa cantada do disco.

Lado B
01 – Samba Vishnu – Pepeu - um pseudosamba cheio de guitarra baiana.

02 – Espírito Infantil – Mu - Bandolins, guitarras, violinhas e pianos se misturando num samba que remonta um clima das musicas de barbeiro.

03 – Bodoque – Túlio Mourão - frevinho guitarrado típico do carnaval baiano dos anos 1970.

04 – Conversando é Que A Gente Se Entende – Armandinho - samba gostoso, furioso. O clima é dos samba dos anos 1960 e início dos anos 1970.

05 – Odeon – Ernesto Nazareth - Pegaram o samba de Sr. Ernesto e deram uma cara bem jovem e interessante.

06 – Pique Esconde – Armandinho, Dadi, Gustavo e Mu - mais um baião guitarrado bem interessante! Inclusive em um determinado momento trazem um trecho de "Baião" do mestre Luiz Gonzaga.

- Copyright © MPB Bahia - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -